Classificação de Monumentos de Interesse Municipal aprovada em Reunião de Câmara
Por Rita Matos
A Câmara Municipal do Barreiro aprovou na última reunião pública, realizada a 26 de Março, a Classificação do Portal Manuelino da Ermida de São Sebastião, da Igreja da Misericórdia e do Edifício dos Paços do Concelho como Monumentos de Interesse Municipal, no sentido de preservar e salvaguardar imóveis que fazem parte da História do Concelho e que contribuíram para a afirmação da identidade barreirense.
Uma breve história dos Monumentos
Portal manuelino da Ermida de São Sebastião
O testemunho histórico e interesse estético justificam a classificação histórico-patrimonial deste Portam Manuelino como Monumento de Interesse Patrimonial. A vila quinhentista barreirense possuía três emidas que a limitava, nomeadamente Santa Bárbara, São Sebastião e São Roque, já desaparecidas. O Portal Manuelino, único vestígio material de um destes três imóveis, pertencia à extinta ermida de São Sebastião (século XV) e foi integrado no século XVIII na Igreja de São Francisco. Em 1986, vinte e nove anos após a demolição da Igreja de São Francisco, o Portal é incorporado num edifício civil na Rua Serpa Pinto.
Igreja da Misericórdia
Situada na Praça de Santa Cruz, Freguesia do Barreiro, a Igreja da Misericórdia é um edifício com valo-cultural e estético-social.
Em 1569, D.Sebastião estabelece uma licença para a construção no Barreiro de uma casa da Misericórdia e sua igreja, com o objectivo de se assistir aos mais necessitados da Vila, nomeadamente peregrinos e enfermos.
A nível arquitectónico, a Igreja da Misericórdia do Barreiro segue a tipologia das suas congéneres: planta longitudinal composta por corpo da igreja, com uma única nave e sacristia. Destaca-se, no exterior, o portal ornamental e, no interior, os azulejos do século XVIII. Ao longo de cinco séculos de existência, o templo manteve a sua integridade, autenticidade e exemplaridade.
Edifício dos Paços do Concelho
Este Edifício, situado na Rua Miguel Bombarda, possui valor histórico e cultural por se tratar de um testemunho do poder político local. Foi construído no início do século XX ao Sul da Vila, impulsionando a expansão urbana naquela direcção.
O Edifício, que, na Primeira República, foi palco de disputas políticas, era o local de eleição para a recepção oficial a personalidades políticas e religiosas de visita ao Concelho. Foi igualmente cenário de actividades culturais, tais como, em 1952, a Exposição de Obras Públicas e, em 1954, os Ciclos de Conferências Culturais.














