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Quotidianos

Bloco de Esquerda2 de Fevereiro – Dia Mundial das Zonas Húmidas
Defendamos intransigentemente o Sapal do Coina

A Comissão Concelhia do Bloco de Esquerda, em comunicado refere que – “A comunidade internacional determinou a criação de um dia para comemorar as zonas húmidas como um dos alfobres de vida a nível do planeta. Sabemos que a água é o elemento fundamental para a existência da vida. As zonas húmidas pelas suas características são ecossistemas com uma produtividade biológica enorme, um dos sustentáculos da biodiversidade. Daí a importância da sua preservação. A bacia do Tejo é a maior zona húmida de Portugal e tem sido vítima de enormes atropelos, pela quantidade de efluentes líquidos, em particular os esgotos das cidades da área metropolitana de Lisboa, e a pressão urbanística, que vai empurrando os animais e plantas que ali se reproduzem para áreas cada vez mais diminutas.”
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Bloco de Esquerda 2 de Fevereiro – Dia Mundial das Zonas Húmidas Defendamos intransigentemente o Sapal do Coina

Por Jornal Rostos

Segundo o BE – “Outro dos atropelos da pressão urbanística é a construção nos leitos de cheias, impermeabilizando os solos com consequências drásticas provocadas por enxurradas, para além da diminuição da biodiversidade nas áreas atingidas.”
Neste contexto consideram – “O Concelho do Barreiro situado na bacia do Tejo tem uma zona particularmente sensível do ponto de vista ecológico – O sapal do Coina com a natural continuação na Mata da Machada. Pela importância que esta área tem na vida do concelho deve ser tida em conta na estratégia global de desenvolvimento do Barreiro. Agora que se prepara a revisão do PDM torna-se imprescindível que sejam defendidas as condições ecológicas necessárias para um desenvolvimento sustentado do Barreiro.”

Nova centralidade

“O Bloco de Esquerda teme que se estejam a preparar e propor soluções que põem em causa a estabilidade biológica do Sapal do Coina e da Mata da Machada, pelas urbanizações que têm vindo a ser feitas e aprovadas e ainda pela ideia que começa a ganhar contornos de um dita Nova Centralidade no Barreiro. Esta opção é no mínimo discutível e deve ser exigida a participação dos cidadãos na sua decisão. O Bloco de Esquerda defende que se deve ir, se necessário, até ao referendo local para decidir uma opção que, como esta, pode pôr em causa o futuro do nosso concelho.” – refere o BE.

Acrescentando que – “A centralidade na nossa opinião poderá ficar pela construção de mais uma cidade satélite/ dormitório com uma estação de caminho de ferro para mais rapidamente se chegar a Lisboa. Quem perde e quem ganha com esta opção?
A natureza não ganha certamente e os cidadãos do Barreiro perderão qualidade de vida a longo prazo.
No dia Mundial das Zonas Húmidas o Bloco de Esquerda não quer ser conivente com eventuais atentados contra o nosso coração biológico e alerta os cidadãos para a necessidade de se empenharem no debate das opções que se exigem para a defesa do Sapal do Coina e da Mata da Machada".

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