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Quotidianos

15 de SetembroDia da Freguesia de Montijo

No próximo dia 15 de Setembro, a Junta de Freguesia de Montijo, comemora pelo sexto ano consecutivo, o Dia da Freguesia. O programa das comemorações estende-se pelos dias 15, 17 e 18 de Setembro.
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Por Jornal Rostos

No primeiro dia pelas 21h30, a junta, convida a uma actuação do Quarteto de Saxofínia, na sala da Assembleia Municipal.
Segue-se, às 22h00, no mesmo local, o ponto alto das comemorações com a distribuição de mérito Barca Aldegalega*. Este ano as homenagens vão para uma personalidade e três colectividades: Joana Maria Nunes Vicente da Silva, a Banda Democrática 2 de Janeiro, o Agrupamento 72 do Corpo Nacional de Escutas de Montijo e o Núcleo da Cruz Vermelha de Montijo.
No dia 17 terá lugar, na Praça da República, pelas 22h00, a actuação do “Grupo Salsa Cuba Libre”.
As comemorações terão o seu terminus, no dia 18, com a actuação dos “Malucos do Riso”, pelas 21h00, na Praça da República.

Os homenageados

Banda Democrática 2 de Janeiro

Fundada a 2 de Janeiro de 1914, completou, este ano, 90 anos de existência. As boas condições de funcionamento, na sede, ginásio e pavilhão desportivo, permitem-lhe desenvolver várias actividades culturais e desportivas. Os seus sócios podem desfrutar de aulas de música, praticar desporto e apoio sócio-educativo através de um programa de ocupação de tempos livres.
Durante os últimos 3 anos, a Banda Democrática 2 de Janeiro aumenta o seu património e inaugura o Pavilhão Desportivo, em 2001; celebra acordo com a Câmara Municipal para a cedência das instalações sociais à Associação de Reformados e participa no contrato-programa “Montijo em Férias”.
Este ano procedeu à publicação da obra “Aspectos da Vida da Banda Democrática 2 de Janeiro”.

Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa de Montijo

O Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa de Montijo inicia a sua actividade na década de cinquenta, do passado século, com a inauguração do Posto de Socorro, sendo o presidente, fundador do Núcleo, António de Campos Ferreira Trindade.
Posteriormente, entre os anos 70 e 85, houve um interregno das actividades, tendo sido este Núcleo reaberto pelo presidente Acácio Artur Soeiro Gomes. Em Novembro de 1986, sucede-lhe na presidência o tenente-coronel Luís Miguel Carvalho Teixeira. Sob a sua égide, decorre, em 1988, o primeiro Curso de Socorrismo.
A actual presidente, Adriana Cristão, que entrou em função em Abril de 2003, manteve estas actividades. Durante o seu mandato realizou-se o quinto Curso de Socorrismo.
A presidente, em colaboração estreita com o Coordenador do Apoio Geral, Ludovico Branco, implementa o apoio alimentar, prestado a cerca de 170 famílias nos concelhos de Montijo e Alcochete, assim como a distribuição de vestuário a famílias carenciadas e a sem-abrigo.
A Cruz Vermelha Portuguesa é uma organização de carácter humanitário cujas actividades desenvolvidas encontram fundamento nos Princípios Gerais da Cruz Vermelha Internacional, fundamentalmente na humanidade e no voluntariado. Ao Núcleo de Montijo, constituído por todas as pessoas que de forma altruísta e abnegada prestam emérito serviço à comunidade, a população da Freguesia de Montijo está grata e reconhece os benefícios recebidos.

Agrupamento 72 de Montijo

Constituído em 24 de Junho de 1957, o Agrupamento 72 de Montijo do Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português, tem como objectivos consolidar os cinco pólos educativos do escutismo que visam proporcionar aos jovens a capacidade de escolhas autónomas e responsáveis; o desenvolvimento criativo e consciente; a aquisição de atitudes baseadas no respeito pelo seu semelhante e na vivência comunitária em democracia; o crescimento físico harmonioso do corpo e a aptidão para o reconhecimento e vivência da fé Católica.
O Agrupamento 72 de Montijo tem um efectivo actual de aproximadamente 150 elementos divididos por 5 unidades: uma unidade Alcateia, cujos membros têm idades compreendidas entre os seis e os dez anos; Grupos Explorador n.º 15 e 76, que integram elementos entre os 11 e os 14 anos; Grupo Pioneiro 18, jovens entre os 15 e os 18 anos e a unidade Clã, formada por indivíduos entre os 19 e os 22 anos. Desde há 47 anos que muitos jovens de Montijo têm beneficiado da missão do escutismo centrada uma educação não-formal guiada pelo principio de que cada indivíduo é o principal agente do seu desenvolvimento pessoal, tomando por horizonte ser uma pessoa autónoma, solidária, responsável e comprometida segundo o sistema de valores enunciados na Lei e na promessa do Escuteiro que as crianças e jovens aderentes assumem como código de vida.

Joana Maria Nunes Vicente da Silva

Joana Maria Nunes Vicente da Silva da Silva nasceu em 1931, em Arraiolos. Ao atingir a adolescência, com 14 anos, os pais mudaram-se para esta cidade de Montijo onde começa a trabalhar como empregada de balcão na Casa Julmar.
O sentido empresarial, a energia e a vontade de fazer algo que valesse a pena, levam-na a abrir, em 1954, um estabelecimento destinado ao comércio de tecidos e retrosaria, a Casa Josil. Anos mais tarde, toma por trespasse o Café Montijense, hoje, conhecido por Café do César, um verdadeiro ex-libris da Freguesia de Montijo. Desta forma contribui para a dinâmica sócio-económica da vida local.
Poucos anos mais tarde, um acidente destrói integralmente o Café e tem reflexos na vida social que habitualmente decorre no centro do Montijo, a Praça da República. Porém, Joana da Silva, continua a praticar a sua actividade para uma clientela amiga e fidelizada e, com esse fim, estabelece um balcão provisório junto às antigas instalações.
D. Joana da Silva que decide, mais tarde, reconstruir, modernizar e ampliar as antigas instalações as quais passam a ter um restaurante no primeiro piso, com ampla vista sobre a Praça.
O empenho e força de vontade que D. Joana conquistou a estima e reconhecimento da população que reconhece o seu contributo para as dinâmicas económica e social da freguesia de Montijo.

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