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Quotidianos

O coração como tema da “Egoísta” de Março

O coração ocupa todas as páginas da edição de Março da “Egoísta”, já disponível em bancas seleccionadas. As páginas foram “assaltadas” por um cortante em forma de coração que trespassa, qual seta, todos os artigos, todas as imagens

2 min de leitura
O coração como tema da “Egoísta” de Março

Por Jornal Rostos

E desde o coração nas mãos de quem o vê já sem vida, às ficções mais extraordinárias, descobrimos que o coração não é sinónimo exclusivo da ideia de romance.

Sobre o coração, como proposta temática, escreve Mário Assis Ferreira: “Por destino ou por capricho, há um músculo que nos comanda, que nos dá e tira a vida, que matiza esse percurso em volúpias do imaginário (...) E sendo tanto e tão disperso, dele evoco o pouco que no coração mais me fascina: o seu tropel na força da adrenalina, quando corpo e alma se fundem no amplexo de uma emoção. No primeiro beijo, no nascer de um filho, no rosto de uma mãe, no longo anseio conquistado, na partilha com alguns amigos. E na sua ausência. Talvez seja isso que mais marca o coração - o meu coração: o silêncio de quem não está”.

Os exemplos de leitura obrigatória nesta “Egoísta” são simples de encontrar e estão assinados. De António Mega Ferreira a Inês Pedrosa, de Filipa Melo a Pedro Oliveira, de Vasco Graça Moura a Hugo Gonçalves (no caso das Letras); a Pedro Cláudio e Helena Gonçalves, Augusto Brázio a Daniel Krtsch, a Nuno Ribeiro ( a contar histórias com imagens), temos aqui um verdadeiro pulsar para boas leituras.

O maior órgão do corpo não é - ao contrário do que se poderia pensar - o coração. A sua imensidão chega-nos simbólica e metaforicamente, remetendo-o órfão como a pele para localidades bem distantes da nossa imaginação.

Percorrer a “Egoísta” de Março, página a página, é um exercício apaixonante e sedutor. Ou não estivesse em causa o coração.

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