Fernando Santo, bastonário da Ordem dos EngenheirosPonte Barreiro-Chelas poderá servir 200 mil pessoas
“É uma ponte para privilegiar o transporte ferroviário, transportar as pessoas em transporte público, evitar o automóvel e para satisfazer as necessidades daquele corredor central, para o Barreiro, em que vivem 200 mil pessoas?” – esta uma das perguntas que considera essencial colocar na definição da nova travessia do Tejo.

Por Jornal Rostos
Na entrevista ao jornal “Correio da Manhã”, Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros, considera positiva a abertura do Governo em “pôr à discussão tudo” ao ponto de “parar e até inverter uma decisão tomada” no que diz respeito ao aeroporto, ao TGV e à nova ponte sobre o Tejo.
“Temos de reconhecer esta humildade, apesar de se poder atacar o Governo muitas vezes por excesso de determinação em muitos aspectos. Agora a verdade é que há aqui uma mudança.” – sublinha ao Correio da Manhã o Bastonário da Ordem dos Engenheiros.
Determinar investimentos e garantir uma maior qualidade das intervenções
“Há aqui um período em que as pessoas naturalmente vão perceber quer vamos ter de discutir, não o local da travessia, se é no sítio A ou B. Isto não é um jogo de futebol e estamos a transformar tudo em jogos de futebol. Nós não queremos é que isso suceda.” – salienta Fernando Santo.
“O que a Ordem quer é que para se estudar o local de uma ponte tem que se discutir na sociedade civil o seguinte: queremos uma ponte por causa do aeroporto? É uma ponte para privilegiar o transporte ferroviário, transportar as pessoas em transporte público, evitar o automóvel e para satisfazer as necessidades daquele corredor central, para o Barreiro, em que vivem 200 mil pessoas? É para descongestionar a Ponte 25 de Abril? É para a coesão social numa determinada região, porque sabemos que uma ponte, como um aeroporto, vai determinar investimentos e vai garantir uma maior qualidade das intervenções se forem devidamente protegidas?” – acrescenta o Bastonário da Ordem dos Engenheiros.
Qual é o papel da região de Lisboa na geografia da Península Ibérica
“Estas são as questões primeiras. E depois temos de perguntar às áreas do turismo, à indústria, aos portos, qual é o papel da região de Lisboa na geografia da Península Ibérica, na Europa e depois numa área, que temos de olhar de forma totalmente diferente, que é a dos países que falam português e espanhol. Não sei se as pessoas já fizeram as contas, mas eu fiz, porque estou a organizar o primeiro encontro de colégios de engenharia civil dos países de língua oficial portuguesa e espanhola no dia 12 de Março, em Lisboa, iremos fazer uma Declaração de Lisboa para a área de engenharia civil, e se somarmos o número de habitantes estamos a falar de 630 milhões, mais 20 por cento do que a União Europeia.” – refere Fernando Santo, na entrevista ao Correio da Manhã.














