Os Tempos Que VivemosPor Henrique Silva
Penso em atitudes consensuais, na resolução de conflitos.

Por Jornal Rostos
A presidente do Banco Central norte-americano – FED declarou recentemente, que os USA, já saíram da Crise (da qual foram os principais arguidos), e que o crescimento económico retomou com consistência e impulso. Disse ainda, que suspendia os apoios financeiros tanto a bancos como ás empresas porque estes já não eram necessários. Insinuou, que os demais países deviam fazer o mesmo e - para lançar dardos ao Brasil e haver investimentos estrangeiros, disse igualmente, que este país era o mais vulnerável das economias emergentes. Pode ser.
O que sabemos, é que a máquina de fazer bilhetes – Note Machine, está em Washington, e não em Brasília. Com todas as imperfeições que possa ter o modelo brasileiro, seria excelente se todos os países tivessem a razoável saúde financeira do Brasil. Mesmo não sendo o que já foi há anos atrás e com um largo caminho a percorrer em relação á transparência dos políticos, o Brasil tem o mérito de ter evitando os erros americanos e europeus, pondo em pratica um controlo orçamental avaliado pelas agencias de notificação desde há muito.
Este breve excerto, para salientar aos Leitores, que todas as épocas da História tiveram os seus bons e maus momentos, uns mais fáceis, outros menos, uns com desafios e outros com amarguras.
Em todas as épocas, por instinto da sobrevivência, se tratou de retificar erros na medida do possível, com acertos e desacertos, sempre com a ideia de atingir um Futuro mais digno, acrescido e consciente, que lisonjeasse a autoestima do Homem.
Infelizmente, a Perfeição não existe; a Vida é uma constante luta entre as certezas e as incertezas. E sabemos que o pior é que acabamos por tropeçar, mais de uma vez na mesma pedra. Daí, o fato de tanta frustração aliada a esta considerável desorientação, nos tempos que vivemos.
Há recorrências graves, no contexto sociocultural que nos envolve, que sao irrealistas, insensatas e volúveis, com duas lamentáveis causas-efeito fundamentais: a deficiência de inteligência emocional e a falta de honestidade intelectual.
Pessoas supostamente com cargos importantes, saem a declarar tantas banalidades, que só as desacreditam, como desacreditam a própria Comunicação social, nas óbvias consequências.
A arrogância do Homem leva a que, quase tudo se banalize, não admitindo os próprios erros e mantendo empinados os dogmatismos das suas ideias.
Penso em atitudes consensuais, na resolução de conflitos.
Ultimamente, tem havido acordos entre partidos e creio que assim será no futuro próximo e não só na Europa. Não vejo alternativas seguras, para fazer frente razoável ao poder extralimitante da Finança versus o poder Soberano das nações.
As situações levam a isso. O poder financeiro até poderia ainda aumentar, envolvendo ainda mais de limitações, as nossas vidas.
Este é um fato, que temos de tomar em conta na hora de retemperar com ânimo e força as nossas ideias acertadas e legitimas. A verdade é que lutamos, idealisticamente, por um mundo menos conflituoso, por um mundo mais justo, mais terreal, mais digno, fraterno, que se respeite, não se discrimine nem se agrida, em paz e em harmonia coletivas, com bem estar e criatividade ótimos.
No nosso século XXI, não acredito. Não acredito em revisionismos, nem em revoluções, nem em ditaduras, nem em aventuras autocráticas, nem em predicadores do aquém e do mais além, nem em filósofos de séculos atrás.
A Realidade é Hoje; as políticas dos últimos 30 – 40 anos, trouxeram flores e espinhos. Sabemos que os resultados não se justificam, para Portugal. Não desanimemos e cuidemo-nos!
Henrique Silva - Fevereiro 2 014














