Alvaro MonteiroPor Henrique Silva
Barreiro
Enfim, ressalvo, a minha sincera admiraçao e respeito por este cidadao fora do comum, barreirense, Alvaro Monteiro, a poucos días do aniversário do 25 de Abril.

Por Jornal Rostos
Entre álgidos temas de atualidade, opto por dedicar este curto escrito a um cidadao barreirense, Alvaro Monteiro, que tive a feliz oportunidade de conhecer, num momento importante da minha vida. Recordo e bem, este cidadao integral, que além da sua inteligencia iluminante, falava como sentía, com honestidade intelectual e com coêrencia. As suas palavras ficaram, e fazem parte da minha individualidade e do meu infinito reconhecimento pessoal e espacial.
Aliás, era fácil ser coerente, porque argumentos até sobravam, para pôr em causa o modus vivendi político, que se vivía naqueles tempos, fecundadores do 25 de Abril e da esperança renovada.
Estou a referir-me aos anos 1963 – 65, depois, sai do país e só voltei a ver o Alvaro em 1972.
Deste aí, nada. E para actualizar-me sobre as suas gloriosas e arriscadas vivencias, fiz há tempos uma pesquisa, que me permitu recolher mais noticias sobre este admirável e discreto conterrâneo.
Felizmente que justiça foi feita, tardíamente, sobre o caso pessoal deste grande Senhor, grande pensador, propulsor de facto, de ideias progressistas e da Justiça social, obscuras daquele tempo.
Os anos passaram e muita água correu sob as pontes. Estamos todos conscientes, que os tempos de hoje, sao aquilo que sao. Mas nada desvalida os méritos pessoais do Alvaro Monteiro, bem pelo contrário. Hoje, temos uma época, menos aritmética, mais complexa, na qual é mais difícil discernir, definir e encontrar soluçoes seja para o que fôr. Se falássemos de efeitos karmáticos, estaríamos involucrando a Humanidade inteira de hoje neste incomensurável turbilhao coletivo. Porque, vemos todos, digo todos sem exceçao, um espetro imensamente utópico; um Futuro, que por forças intrínsecas, deveria ser estável e digno, retroalimentador da criatividade individual, promotor de valores humanos óbvios e claros; um Futuro, promotor de uma definitiva estabilidade emocional e existencial da grande maioria da Humanidade e dos portugueses em particular.
Estamos longe deste Paradigma. O Caminho, árduo e incerto continua, com os seus altos e baixos. Nao devemos desesperar porque a Inteligëncia primará sempre, sobre as injustiças, os erros ou os excessos que provocamos.
Enfim, ressalvo, a minha sincera admiraçao e respeito por este cidadao fora do comum, barreirense, Alvaro Monteiro, a poucos días do aniversário do 25 de Abril.
Abril 2014
Henrique Silva.














