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Quotidianos

Em defesa da verdade e de valoresPor Maria Amélia Antunes
Montijo

Em política, a defesa dos princípios e dos valores aconselhavam a pensar mais nos interesses do país e do PS do que nos seus interesses pessoais. Optaram por escolher o caminho da tentativa de destruição da credibilidade de um partido e do seu líder, o caminho do protagonismo pessoal em vez de defenderem o interesse geral.

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Em defesa da verdade e de valores Por Maria Amélia Antunes Montijo

Por Jornal Rostos

Desde que foi eleito para o cargo de Secretário-Geral do PS, António José Seguro percorreu o país denunciando as políticas de austeridade da coligação de direita, defendendo o rigor orçamental, mas propondo um caminho alternativo assente no crescimento,no emprego , no desenvolvimento económico.

Durante quase três anos, António Jose Seguro andou também pela Europa, ganhando aliados contra as políticas de austeridade, na UE. Muitos o criticaram na altura para, não muito tempo depois, “darem a mão a palmatória” e considerarem que ele tinha razão.

Durante quase três anos, os comentadores de direita e a coligação PSD/CDS procuraram isolar o Secretário-Geral do PS dizendo que ele era um sohador e não tinha os pés assentes na terra.

A realidade acabou por dar razão a Seguro.As política de austeridade traduzidas em cortes sucessivos de salários e pensões, em mais 300 mil desempregados, em milhares de emigrantes, no aumento da divida pública e na destruição de milhares de empresas portuguesas.

Muitos, como o Tribunal Constitucional, obrigam o Governo a repor os salários inconstitucionalmente retirados.Os cidadãos eleitores penalizaram o governo em duas eleições sucessivas.

Nas autárquicas, o PS conquistou 150 dos 308 municípios portugueses, a maior vitória de sempre do PS em eleições autárquicas. Nas Europeias o PS ganhou as eleições e apenas mais dois partidos socialistas na oposição, ganharam as eleições para o PE.

É neste contexto,que a liderança de António José Seguro é posta em causa. Perante a derrota esmagadora da direita não vêm questionar a coligação PSD/CDS e exigir, por exemplo, eleições antecipadas, o que vem exigir é a demissão do Secretário-Geral do PS,levando atrás de si,a seu favor,os comentadores de direita...

Em vez de estarmos a discutir a derrota da direita e o fortalecimento do PS para enfrentar vitorioso as próximas eleições legislativas,estamos a discutir a liderança legítima do PS.
Na verdade, a direita ficou reduzida à sua expressão mínima.Contudo, em nome da verdade, não podemos esquecer que a tentativa de associar o PS ao Memorando de Entendimento (que António José Seguro não negociou nem assinou, mas assumiu por inteiro) feita pela direita, pelo PCP e pelo BE não deixou de surtir os seus efeitos, prejudicando o PS e favorecendo partidos à sua esquerda.Tudo isto não pode ser esquecido e valorizado nos resultados eleitorais de 25 de Maio.

Todavia, os eleitores sabem distinguir eleições autárquicas e europeias de eleições legislativas e, perante o perigo de continuidade das politicas de direita , os cidadãos eleitores não deixariam de penalizar a direita e de concentrar o voto, de forma expressiva, no Partido Socialista e nas suas propostas.

No decurso de três longos anos, o PS tem vindo a acumular um capital político precioso, que se traduziu em duas vitórias eleitorais seguidas, fruto de um trabalho politico intenso, dedicado e incomensurável de António José Seguro.

Em política, a defesa dos princípios e dos valores aconselhavam a pensar mais nos interesses do país e do PS do que nos seus interesses pessoais. Optaram por escolher o caminho da tentativa de destruição da credibilidade de um partido e do seu líder, o caminho do protagonismo pessoal em vez de defenderem o interesse geral.

Ao não se demitir de Secretário-Geral do PS e ao propor eleições primárias no PS, abertas a militantes e eleitores não militantes para escolher o candidato do partido a primeiro-ministro, António José Seguro mostrou ser um líder sem medo, democrático, inovador.Podia não o fazer, uma vez que está legitimado pela esmagadora maioria dos militantes do PS que o elegeram.

Ao contrário dos seus adversários, Seguro mostrou ser um homem com valores, princípios, sentido ético e de Estado.Por tudo isto estou convictamente com António José Seguro.

Maria Amélia Antunes
Membro do Secretariado Nacional do PS
(Ex-Presidente da Câmara Municipal do Montijo)

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