O combate político tem regrasPor Maria Amélia Antunes
Montijo

Por Jornal Rostos
O PS ganhou as eleições autárquicas e as europeias sob a liderança de António José Seguro. Nas autárquicas obteve, com a sua liderança, uma vitória histórica,conquistando 150 Câmaras Municipais.Nas europeias impôs à coligação de direita uma derrota histórica. O Tribunal Constitucional deu razão ao PS sobre a inconstitucionalidade dos cortes dos salários e pensões levados a cabo pelo governo.
No decurso destes três longos anos,o PS tem vindo a acumular um capital politico precioso, que se traduziu em duas vitórias eleitorais seguidas, fruto de um trabalho político intenso, dedicado e incomensurável de António José Seguro.
Em menos de três anos o PS saíu duma pesada derrota nas eleições de 5 de junho de 2011,para duas vitórias eleitorais(em 29 de setembro de 2013 e 25 de maio de 2014).Para isso,Seguro fez ao longo destes três anos enquanto lider do PS e da Oposição,"o caminho das pedras".Percorreu o país,ouviu as pessoas em geral e os militantes em particular,ouviu empresários e trabalhadores,ouviu e dialogou com representantes dos mais diversos sectores de actividade. Recolheu contributos dos diversos quadrantes da sociedade e, em função deles, apresentou propostas ao país para o programa de governo alternativo do PS.Preparou-se para os desafios do Futuro,adquirindo um conhecimento profundo da realidade do país, da vida das pessoas ,das empresas e das instituições.
António José Seguro é um líder forte.Na sua ambição de servir Portugal e os portugueses,apresentou um caminho alternativo com sentido de responsabilidade, mostrando que sabe o que quer e para onde ir. Com a sua forma de fazer política, ajudou a credibilizar o Partido e os políticos.
É neste quadro que alguns, a pretexto da" boa imagem nos media",com "boa imprensa,"como dizem,entenderam ter chegado a hora de protagonizar e dar voz à sua ambição sem a mínima preocupação com a divisão do partido. E fizeram-no numa altura em que deviam estar preocupados em aprofundar a derrota da direita e em consolidar o PS como alternativa de governo.
Agora, vêm pedir a realização de um congresso extraordinário para a escolha do líder do Partido.De acordo com os estatutos do PS, o líder não é eleito em congresso, quer seja extraordinário quer seja ordinário. Um congresso extraordinário também não elege outros órgãos do Partido.Assim, das duas uma,ou desconhecem os Estatutos do PS, o que é grave, ou conhecem e pretendem confundir os militantes e os cidadãos, através da tal "boa imprensa", o que é igualmente grave.
Os Estatutos do PS estão para os seus Orgãos e militantes como a Constituição da Republica Portuguesa está para os seus Orgãos e cidadãos. Não é burocracia, mas antes o primado da lei. A fronteira que nos separa, no Estado de Direito democrático,da força. Quem não actua à luz dos Estatutos do PS não dá garantias de cumprir a Constituição da Republica e a Lei e, por assim ser, não tem autoridade para exigir que a direita governe com a Constituição e não contra ela.
Maria Amélia Antunes
Membro doSecretariado Nacional do PS














