HISTÓRIAS DE SEMPREPor Hélio Bernardo Lopes
Barreiro

Por Jornal Rostos
O nosso caso bancário mais recente – GES/BES –, para mais depois de se ter podido assistir aos casos BCP, BPP, BPN, BANIF e etc., mostra que a probabilidade de virem a ter lugar novos casos num futuro de médio prazo é enorme. Não é uma probabilidade unitária, mas para lá caminha. Mas trata-se de uma manifestação de loucura que se inclui no estado doido a que o atual Mundo, depois do fim do comunismo soviético, acabou por ser conduzido. Se se olhar o que está a passar-se no Mundo com alguma atenção, persistência e raciocínio, de pronto se percebe que andamos a viver à beira de uma guerra brutal, mais ou menos universal e devastadora.
Há meia dúzia de dias, Maria Luís Albuquerque, na Assembleia da República, assegurou que o Estado em nada iria intervir no caso GES/BES. E o mesmo garantiu Carlos Costa, mormente assegurando que, mesmo na hipótese mais pessimista, nada se saldaria em mal para o BES. Bom, caro leitor, o resultado está já bem à vista. E para quem ontem acompanhou as palavras de Luís Marques Mendes, de pronto terá percebido que a realidade não deverá vir a saldar-se como ali expôs. O Mundo destes dias, infeliz mas expectavelmente, está doido.
Pelo final da semana passada, surgiu uma espécie de confirmação forte do que desde sempre se soube: Marlyn Monroe foi assassinada por saber demasiado, dado que era amante de John Kennedy, também do irmão, Robert – era o Procurador-Geral – e de um líder da máfia – Sam Giancana, sobre que existe uma obra em português da autoria de um sobrinho seu –, desde há muito ligada à família Kennedy.
Ora, em 2011, Milo Speriglio, detetive norte-americano, contou ao Mundo que Marilyn havia sido assassinada pela CIA, de molde a proteger a posição do Governo dos Estados Unidos. Milo investigou o alegado suicídio durante décadas, tendo chegado à conclusão de que os ficheiros relacionados com a investigação às causas da morte haviam sido apagados pelo FBI. Mas também que o relatório oficial da autópsia fora falseado e que o do agente Clemmons, que surgira na casa de Marilyn na noite do suicídio, havia sido totalmente alterado. Comprovou, por igual, que todas as divisões da casa de Marilyn, tal como os telefones, se encontravam sob escuta.
Tudo isto, ora reconfirmado com muito maior força, mostra bem a estirpe dos governantes norte-americanos – existem diversos outros casos, embora com cambiantes no desfecho final – e indica o valor das críticas de John Kennedy à política portuguesa do tempo. O nosso velho aliado – assim lhe chamou Durão Barroso, ao redor dos voos da CIA e da Guerra do Iraque – chegava mesmo a receber Olden Roberto, usando o pseudónimo do José Gilmore, o que a PIDE, através de uma empresa privada norte-americana, acabou por descobrir e chapar na cara daquela gentalha política.
Mas ao mesmo tempo que se veio agora a reforçar muito a verdadeira causa da morte de Marilyn Monroe – foi, de facto, assassinada por gente da CIA –, eis que um outro aliado – o Japão – descobriu que a sua polícia de Osaka escondeu mais de oito dezenas milhares de crimes durante vários anos, assim tentando manter a imagem de boa reputação daquela cidade. É um dado que deita por terra o valor de todo o tipo de estatísticas oficiais sobre criminalidade. Resultado? Uma centena de repreensões... O leitor já percebe o que realmente se passou? Quer uma ajudinha? Pois, aqui vai ela: oficiais de nível intermédio da polícia informaram que a pressão política local e regional era enorme, com a finalidade de esconder o antro de criminalidade em que Osaka se havia transformado. Um mimo...
Porém, se saltarmos para França, quase nos antípodas, eis que na sede francesa da Police Judiciaire, em Paris, desapareceram mais de cinquenta quilogramas de cocaína que ali se encontrava apreendida. Um passo adiante, pois, do que decorre, por exemplo, na Venezuela, e desde sempre, onde a cocaína é substituída por farinha. O que levou a gíria a tratar os polícias por alquimistas.
Desta vez, em França, tudo é muito mais simples e direto: toca a levar a cocaína da central para fora, operando um crescimento da economia interna. Há que contabilizar tal situação de um modo capaz.
Por fim, uma cena hilariante e quase inacreditável, mas que mostra muito do tempo de hoje. Na Austrália, num voo entre Byron Bay e Sidney, os passageiros foram avisados de que à chegada haveria polícia à espera e pronta a revistar, na procura de estupefacientes, pelo que o mais seguro seria deitar fora tais produtos. Num ápice, os passageiros levantaram-se e foram esperando a sua vez para ir aos lavabos cumprir a sua tarefa. Um excelente indicador para este tipo de situação...














