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Quotidianos

Apoio o António Costa pela sua capacidade de liderançaPor José Bastos
Montijo

Para mim, traição ao Partido, é quando militantes com responsabilidades acrescidas pelos lugares que ocupam se reunem com o pior da oposição, para definirem estratégias para combater o seu próprio partido e isso já aconteceu várias vezes no Partido Socialista em Montijo.

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Apoio o António Costa pela sua capacidade de liderança Por José Bastos Montijo

Por Jornal Rostos

A disputa da liderança do PS entre António Costa e António José Seguro é uma situação normal em política.
Após a demissão de José Sócrates logo a seguir às eleições legislativas de 2011, em que o Partido Socialista sofreu uma pesada derrota, tanto Seguro como Costa seguiram as suas estratégias para chegarem até aqui.
Seguro apareceu logo na noite da derrota nas eleições a mostrar a sua disponibilidade para se candidatar a Secretário-Geral do Partido, depois de ter andado "desaparecido" durante os seis anos que o Partido esteve no Governo liderado por José Sócrates.
Costa preparou tudo para ganhar a Câmara de Lisboa, um município da maior importância para o PS e a seguir concorrer à liderança do Partido. Sinal do que Costa estava a preparar foi ter colocado Fernando Medina em segundo lugar na lista da Câmara.
Costa fez bem para o PS, segurou Lisboa para o Partido, município estratégico para o PS na política do país e esperou uma boa oportunidade para se candidatar à liderança do Partido. Essa oportunidade chegou depois das eleições europeias por ele considerar que os resultados obtidos pelo Partido tinham ficado muito abaixo daquilo que era esperado.
O Seguro aceitou o desafio que o Costa lhe propôs, mas não se dispôs a disputar a liderança do Partido entre militantes, o que quanto a mim era muito melhor para o Partido e para ele próprio, propõs que fosse disputada a candidatura a Primeiro Ministro a indicar pelo PS nas próximas legislativas de 2015, com inscrição de simpatizantes até 12 de Setembro e votação a 28 de Setembro.
Isto é a política feita com transparência, não tem nada de desleal nem de falta de caracter ,como argumentam alguns apoiantes de Seguro.
Como diz o Costa e confirmo eu que já passei por muitas disputas internas(Manuel Serra e Carmelinda Pereira contra Mário Soares no congresso de 1974, a questão do ex-secretariado contra Mário Soares por causa da questão presidencial, as disputas Vítor Constâncio/Jaime Gama, Jaime Gama/Jorge Sampaio, António Guterres/Jorge Sampaio, João Soares/José Sócrates/Manuel Alegre), que depois de 28 de Setembro quer ganhe um quer outro, temos que estar todos unidos na luta contra a direita.
Para mim, traição ao Partido, é quando militantes com responsabilidades acrescidas pelos lugares que ocupam se reunem com o pior da oposição, para definirem estratégias para combater o seu próprio partido e isso já aconteceu várias vezes no Partido Socialista em Montijo.

José Bastos

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