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Factos sobre a água para consumo humano – Parte 9Por David Cabanas
Barreiro

O Congresso de Lisboa veio chamar a atenção da comunidade internacional para a “indispensabilidade das políticas eficientes na gestão de um recurso que está ameaçado por fenómenos como as alterações climáticas, mas também para a necessidade de ir mais longe na gestão das infraestruturas dos serviços de águas”.

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Factos sobre a água para consumo humano – Parte 9 Por David Cabanas Barreiro

Por Jornal Rostos

O Congresso Mundial da Água, organizado pelo IWA (Associação Internacional da Água), decorreu em Lisboa entre os dias 21 e 26 de Setembro foi o mais participado de sempre com 5500 profissionais de mais de 106 países, segundo o balanço da organização. Foi por isso um verdadeiro sucesso e mais uma vez o povo português se pode e deve orgulhar de mais um desafio largamente superado.
Em jeito de balanço, realço aquilo que disse o novo presidente do IWA, Helmut Kroiss, que está empenhado em motivar todos os membros para que seja possível “fazer mais com menos” tendo em conta os desafios que o sector da água enfrenta. “Sem o trabalho de todos não atingiremos nenhum dos objetivos”, afirmou.
Uma das prioridades de Helmut Kroiss é exercer mais influência nos decisores, como políticos e economistas, que “condicionam muitos aspetos do sector”. Helmut Kroiss compara o IWA a um “comboio de alta velocidade”, cuja direção passará a comandar.
Já Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia disse que “este congresso mostra a importância de não só se apostar na infraestruturação, mas cada vez mais na gestão eficiente dos nossos ativos. É esse o objetivo que temos pela frente: conjugar sustentabilidade com coesão e com competitividade”.
O ministro realça que este congresso aconteceu num momento em que Portugal concluiu uma fase decisiva no sector das águas com uma infraestruturação que beneficiou de fundos europeus, o que garante 95 por cento de acesso por rede pública aos cidadãos e 80 por cento no que diz respeito ao saneamento.
Jorge Moreira da Silva considera que o Congresso de Lisboa veio chamar a atenção da comunidade internacional para a “indispensabilidade das políticas eficientes na gestão de um recurso que está ameaçado por fenómenos como as alterações climáticas, mas também para a necessidade de ir mais longe na gestão das infraestruturas dos serviços de águas”.
Na gestão do dia-a-dia nas entidades gestoras dos serviços públicos de abastecimento de água é frequente verificarem-se queixas relativas ao cheiro ou sabor a cloro na água.
Esta eventual ocorrência de cheiro ou sabor a cloro na água da torneira resulta do processo – obrigatório - de desinfeção da água.
O cloro é adicionado à água com o objetivo de eliminar bactérias e outros microrganismos que possam contaminar a água na rede pública. Por essa razão, uma quantidade residual de cloro é mantida na rede até à torneira do utilizador. Assim, é possível notar-se um ligeiro cheiro ou sabor a cloro ao consumir esta água.
Convém realçar que estas pequenas quantidades de cloro na água garantem a sua desinfeção e não representam qualquer perigo para a saúde.
Existem alguns truques para eliminar o cheiro a cloro, nomeadamente não consumir logo a água e deixá-la repousar cerca de meia hora ou então guardar a água no frigorífico, devidamente acondicionada.
Ligeiramente mais elaborado, mas também muito mais agradável é a possibilidade de aromatizar a água da torneira com uma rodela de limão ou com folhas de hortelã ou até mesmo de alecrim…ficará uma água da torneira ainda mais agradável…
Assim…
…A água da torneira é para beber, mas sempre com moderação.

David Cabanas, Eng.º do Ambiente

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