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Quotidianos

Mais regra, menos culpa, mais amorpor Susana Jones
Barreiro

Chegámos a um ponto em que os pais ficaram na dúvida de quando dizer que “Não”. Os limites colocados às nossas crianças e jovens, estão pouco claros.
Devemos começar por rearrumar a “casa”! As regras em casa têm de estar claramente bem definidas, com a certeza que somos melhores pais sempre que protegemos com regra, regra é amor, amor é regra e amor.

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Mais regra, menos culpa, mais amor por Susana Jones Barreiro

Por Jornal Rostos

A sociedade de consumo faz de nós, pais que por vezes em culpa, por acharmos que não temos tempo para os nossos filhos, os enchemos de brinquedos, objectos desejados ou cinemas sem fim. Esta difícil relação, por vezes, tem como consequência um grande poder para os filhos, que “aprendem” depressa a mexer na culpa dos pais, para fazerem o que querem e nós pais cansados, a achar que por não termos estado naquele dia que tínhamos combinado, porque tivemos uma reunião de última hora, “podes pedir o que quiseres…”. Para não falar nas famílias em que o desafio pode ainda ser maior quando os pais estão divorciados e só queremos que eles continuem a gostar de nós. Apesar de estarmos menos com eles (temporalmente e mesmo fisicamente), os presentes são muitas vezes resoluções fáceis mas pouco produtivos, diria eu, para que este “caminho” do afecto se mantenha e se encurte.
Chegámos a um ponto em que os pais ficaram na dúvida de quando dizer que “Não”. Os limites colocados às nossas crianças e jovens, estão pouco claros.
Devemos começar por rearrumar a “casa”! As regras em casa têm de estar claramente bem definidas, com a certeza que somos melhores pais sempre que protegemos com regra, regra é amor, amor é regra e amor. Mesmo que “eles não gostem”, é o que parece, não há criança que se sinta mais amada do que aquela que sente que existe uma regra (possível de cumprir) e amor. Por exemplo, um casal parental tem um filho adolescente e nunca esperava ou interrogava na manhã seguinte a que horas o filho chegou. Sempre que o filho chegava este fazia barulho para ver se os pais acordavam e nada. E este adolescente ao contrário dos seus amigos ficava chateado por os pais não refilarem com ele em relação às horas de chegada, de não estarem acordados à sua espera. Pois ele sentia este não questionar dos pais como falta de amor em relação a elee o não reciarem a sua perda ou de que algo lhe pudesse acontecer.
Os papéis que desempenhamos têm de estar muito bem definidos, e é claro que estes papéis estão associados às regras que estão estabelecidas. O que faz o pai, o que faz a mãe, quem manda em quê, o que é mais importante que o quê? Em caso de dúvida, é o nosso bom senso que deve prevalecer, nós somos bons pais à partida se o fizermos com amor e regra. A forma de amar e as regras já podem variar de contexto familiar, tendo como base a sociedade onde vivemos, a cultura e o que esta nos exige. Por exemplo, um sistema familiar pode valorizar mais as horas da refeição como momento de partilha, enquanto num outro sistema familiar o momento mais importante de partilha é passeio à tarde aos domingos.Depois desta “casa” arrumada, devemos viver para um caminho de otimismo e de autenticidade. O negativismo ou a exacerbação dos problemas não nos ajuda a ultrapassa-los. Devemos caminhar para um bem estar mais próximo de quem somos e do que queremos das nossas vidas.

Susana Jones

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