Ser Mãe ou não ser, eis a questão!Por Susana Jones
Barreiro
Uma coisa é certa, ser mãe e pai, deve vir de um caminho de amor e construção de uma família, não da pressão ou do esgotar do tempo. Às vezes temos de parar e pensar o que realmente queremos construir na nossa vida, como e com quem.

Por Jornal Rostos
Chegam á consulta muitas mulheres, que eu costumo chamar, as mulheres dos 38 anos (mesmo que não tenham). Esta “idade” torna-se muitas vezes um ponto de reflexão de vida para uma mulher que não tem filhos. A proximidade dos 40 desperta a urgência dos planos, outrora adiados, de ser mãe. Sob a pressão biológica, como que numa corrida contra relógio algumas questões soam agora mais alto “Será que quero mesmo ser mãe? E se quero, será que ainda tenho tempo?
Recordo uma paciente que não tendo namorado ou qualquer relação amorosa decidiu que queria ser mãe e começou a estruturar dentro de si todas as decisões que importavam ser tomadas, primeiro, a escolha de quem poderia ser o pai, depois a forma de como iria cuidar do bebé, quem a poderia ajudar, etc
Tornar-se mãe, era sentido como uma solução quase mágica que iria melhorar a sua vida. Felizmente não passou de uma ideia, pensamento ou desejo inconsequente, pois haveria outros passos mais sólidos que precisavam ser tomados antes deste.
Ser mãe, acontece antes mesmo de o ser, no sentido prático do termo. Antes disso importa chegar ao que eu chamo “Estado” materno de dar, sem esperar nada em troca, de deslocarmo-nos do papel de filho para uma posição no mundo muito mais cuidadora, em vez de esperarmos de ser cuidados, é algo que, se atingirmos antes mesmo de sermos biologicamente mães, é maravilhoso para a verdadeira “preparação” de receber um bebé.
Se aos 38 anos, ainda não encontrámos “aquela” pessoa, com quem desejamos ter filhos, de facto, a pressão do desejo de querer não nos poderá levar a relações que “têm de dar certo” porque “eu quero ser mãe”, não funciona.
Uma coisa é certa, ser mãe e pai, deve vir de um caminho de amor e construção de uma família, não da pressão ou do esgotar do tempo. Às vezes temos de parar e pensar o que realmente queremos construir na nossa vida, como e com quem. Existem muitas formas de colocarmos o nosso amor no mundo, ter um filho é uma dessas formas mas não a única.
O nosso caminho é o nosso, independentemente de termos “38 anos” as escolhas da nossa vida estão dentro de nós.
Recordo uma paciente que não tendo namorado ou qualquer relação amorosa decidiu que queria ser mãe e começou a estruturar dentro de si todas as decisões que importavam ser tomadas, primeiro, a escolha de quem poderia ser o pai, depois a forma de como iria cuidar do bebé, quem a poderia ajudar, etc
Tornar-se mãe, era sentido como uma solução quase mágica que iria melhorar a sua vida. Felizmente não passou de uma ideia, pensamento ou desejo inconsequente, pois haveria outros passos mais sólidos que precisavam ser tomados antes deste.
Ser mãe, acontece antes mesmo de o ser, no sentido prático do termo. Antes disso importa chegar ao que eu chamo “Estado” materno de dar, sem esperar nada em troca, de deslocarmo-nos do papel de filho para uma posição no mundo muito mais cuidadora, em vez de esperarmos de ser cuidados, é algo que, se atingirmos antes mesmo de sermos biologicamente mães, é maravilhoso para a verdadeira “preparação” de receber um bebé.
Se aos 38 anos, ainda não encontrámos “aquela” pessoa, com quem desejamos ter filhos, de facto, a pressão do desejo de querer não nos poderá levar a relações que “têm de dar certo” porque “eu quero ser mãe”, não funciona.
Uma coisa é certa, ser mãe e pai, deve vir de um caminho de amor e construção de uma família, não da pressão ou do esgotar do tempo. Às vezes temos de parar e pensar o que realmente queremos construir na nossa vida, como e com quem. Existem muitas formas de colocarmos o nosso amor no mundo, ter um filho é uma dessas formas mas não a única.
O nosso caminho é o nosso, independentemente de termos “38 anos” as escolhas da nossa vida estão dentro de nós.














