Desabafo de uma PMEPor Ricardo Fragoso
Barreiro
É de lamentar que governantes e oposição sejam hipócritas quando detêm o poder façam exactamente o mesmo que tanto criticam.

Por Jornal Rostos
Na sequência da nossa indignação e intervenção na Assembleia Municipal sobre coimas e multas por parte da CMB, há mais de 160 PME´s no Barreiro, na sua maioria comércios e serviços só em 2014.
Nós por este meio, e na condição de uma dessas empresas, vimos demonstrar a nossa profunda tristeza e descrédito. Temos um pequeno Café que para além de todos os ataques do sistema financeiro e governativo que as PME´s foram sujeitas, com a falta de crédito da banca, as subidas constantes de impostos, que a oposição ao governo tanto contesta e ataca, é também a mesma oposição que a nível autárquico, permite que serviços de fiscalização sob o seu pelouro, ataque de forma abusiva e descabida, mais de 160 pequenas empresas do concelho só em 2014. Estas empresas fazem sacrifícios enormes para se manterem activas, de portas abertas para darem emprego e vida a cidade, para gerarem movimento e cor ao município, estas empresas pagam taxas e licenças a CMB, mas não satisfeitos, geram coimas e multas, de coisas tão descabidas como 3 ou 4 mesas de esplanada fora do perímetro licenciado, como ainda não estarmos fechados minutos após o horário de funcionamento, e com isso vamos lá aplicar 5.000,00 euros de multa, são estas atitudes e politiquices que nos derrubam e acabam com postos de trabalho, que obrigam as pessoas a deixar de acreditar no país, no sistema e obrigam-nas a emigrar ou simplesmente pararem. Não importa a cor politica porque para nós são todos iguais, mesmo aqueles que fora do poder apregoam o contrário.
É de lamentar que governantes e oposição sejam hipócritas quando detêm o poder façam exactamente o mesmo que tanto criticam. Falamos do poder autárquico, que com estas medidas derrubam postos de trabalho, estagnando o progresso, tirando a iniciativa e utilizando a prepotência do poder local, nós ainda tentámos junto dos serviços camarários pedir, suplicar e humildemente apelar para que este tipos de processos não tivessem pernas para andar, para que a pedagogia e interação fossem efetivas, mas nas reuniões foi-nos transmitido que tudo iriam fazer, e que nos contactariam, mas nada foi feito a não ser tentar junto do tribunal enrolar mais 2 ou 3 testemunhas para tornar mais credível a multa e coima que de credibilidade tem ZERO, inclusive ao início deste processo achávamos que não gostariam de nós, ou porque usamos camisas novas, ou porque somos irreverentes e dinâmicos, até mesmo porque a certa altura em audiência e na pessoa que representa a CMB terá dito, o que ficou registado nos autos que a multa era justa, porque nós podíamos pagar...ora deixa-nos dizer o seguinte mesmo que 5 mil euros seja o mínimo de multa, é muito, mas ainda assim a tristeza da acção é sempre maior que qualquer valor a pagar, leva-nos a pensar se vale a pena? se é melhor fechar? parar? mas depois lembra-mo-nos das alegrias e das benfeitorias, que desenvolvemos nos últimos tempos e dos sorrisos que criámos e nas acções de solidariedade, e são essas pequenas coisas que nos faz escrever este texto e apelar encarecidamente ás entidades competentes para parar de perseguir, de multar, em vez disso, respeitem e enalteçam quem trabalha das 7:00h da manhã a 01:00h da noite sem folgar, nós não acreditamos que mais de 160 PME´s estejam mal ou sejam prevaricadores da lei, essas empresas precisam de ajuda, compreensão, desenvolvimento, trabalho, não precisam de fiscalizações, multas, coimas, tribunais, acções de penhoras e outras coisas mais PAREM POR FAVOR ANTES QUE ACABEM COM EMPRESAS E TRABALHADORES, aceitem este texto, tenho condescendência e compaixão e ofereçam-nos essa benesse como prenda de Natal nós agradecemos e prometemos estar à altura....AJUDEM-NOS.
Ricardo Fragoso














