A Moeda do ilusionistaPor André Pinotes Batista
Barreiro

Por Jornal Rostos
Confesso que os fenómenos esotéricos nunca despertaram em mim grande interesse, não obstante, de quando em vez até o mais céptico de nós é forçado a ceder aos encantos da bizarria de alguns eventos político-financeiros desta nossa pátria encoberta.
Este governo - e Portas e Passos em particular - têm um incomensurável azar. De cada vez que selam negócios com grandes grupos e empresários externos acabam, invariavelmente, a apertar a mão a agentes económicos que nos seus países acabam condenados por corrupção.
Ele são os alemães da Ferrostaal - caso dos submarinos - que corrompem sem que nunca se apure quem foram os corrompido, eles os são chineses da State Grid e Three Gorges Corp - grandes accionistas da EDP e REN - cuja perfídia começa agora a ser desnudada, sem esquecer o ilustríssimo Germán Efromovich que, para quem não se recorda, é um cidadão colombiano-brasileiro-polaco que tentou comprar a T.A.P.
Como não gosto de lançar suspeitas infundadas, até à divulgação ilegal de escutas que deve ocorrer lá para 2017, prefiro convencer-me que estamos apenas confrontadas com uma grave inépcia premonitória. É que nestas coisas, ainda que por acaso, os desafortunados governantes do PSD/CDS acaba inexoravelmente a fazer fortuna em barriga alheia.
Numa representação geodésico meramente teórica, no que toca aos grandes negócios das privatizações, o nosso país é como que uma moeda de ilusionista: por muito que seja rodada mostra sempre a mesma face.
André Pinotes Batista














