A Pessoa Ostomizada e a SociedadePor Vitor Bento Munhão
Barreiro
Em Portugal estima-se a existencia de cerca de 17 mil pessoas portadoras de Ostomia de Eliminação, com tendencia para aumentar substancialmente este numero face ao actual contexto social.

Por Jornal Rostos
O aumento dos valores anuais da população ostomizada apresenta-se como um dos maiores desafios, não só para as instituições que lidam com esta temática e que não estão preparadas para este exponencial acréscimo como para a reformulação das políticas sociais que a sustentam e cuidados a observar com o cuidador informal do sujeito portador de uma ostomia de eliminação.
A abordagem holística da problemática implica uma intervenção multidisciplinar através de dinâmicas concertadas entre todos os interventores do processo, com vista a criar condições de promoção de condições de bem-estar social não só no sentido da (re) integração social do sujeito ostomizado, mas principalmente do seu cuidador
A percepção de bem-estar social do cuidador é uma condição subjectiva da sociedade para a qual contribuem factores endógenos e exógenos.
O bem-estar subjectivo é uma auto-avaliação da própria vivência e das queixas ou não que lhes estão subjacentes por parte de quem cuida.
Ausência de políticas sociais concertadas, com base na investigação fundamentada sobre a problemática da população alvo, constata-se a ausência de respostas alternativas aos equipamentos tradicionais no sentido de provocar uma resposta às necessidades dos sujeitos autónomos, mas que necessitam de apoio de retaguarda, as unidades de apoio específico. A ausência de uma visão estratégica por parte do Estado, traduzindo respostas desconcertadas e isentas de supervisão, técnica e financiamento, bem como a aceitação de novas experiencias.
Em Portugal estima-se a existencia de cerca de 17 mil pessoas portadoras de Ostomia de Eliminação, com tendencia para aumentar substancialmente este numero face ao actual contexto social.
Vitor Bento Munhão
Assistente Social - Social Consultant Team














