O Montijo é uma Terra solidária e segura.Por José Bastos
Montijo

Por Jornal Rostos
A cidade de Montijo, mesmo com o aumento significativo da população, motivado pela construção da ponte Vasco da Gama em 1998, continua a ser uma Terra segura.
Vive hoje no Montijo gente das mais variadas raças e credos, em paz, segura e perfeitamente integrada.
Aldeia Galega em virtude da situação geográfica era ponte de passagem de Lisboa para o Sul do país e para a Espanha até ao aparecimento do comboio em meados do século XIX.
Em 1712 existiam em Aldeia Galega nove estalagens do melhor que havia no reino.
A povoação vivia e trabalhava com toda esta gente que por aqui circulava.
Quando Aldeia Galega deixou de ser ponte de passagem, a Terra entrou numa grave crise, mas os aldeanos transformaram a crise em oportunidade, e começaram a vender produtos em Lisboa da nossa agricultura e pecuária que eram produzidos nas terras do nosso concelho.
Com o concelho em franco desenvolvimento, na primeira metade do século XIX, a população mais do que triplicou e os que aqui residiam integraram toda esta gente de uma forma notável. Até se dizia que a “Terra era mais madrasta que mãe” para os naturais pela forma como tratava os que vinham de fora.
A nossa Terra é historicamente inclusiva, por isso o PS no Montijo esteve sempre contra os condomínios privados que foi uma moda que nunca acolhemos e os bairros sociais convivem com habitações a preços controlados, habitações colectivas de venda livre e moradias unifamiliares e estão dentro da cidade.
A segurança não se consegue só com mais polícias têm que existir políticas de integração das pessoas no espaço urbano, por forma a que os mais carenciados tenham autoestima e não se sintam marginalizados.
A história repete-se e estão novamente a chegar ao Montijo desde de 1998 milhares de pessoas umas que vêm para aqui residir e que trabalham em Lisboa e outros que vêm residir e trabalhar. Muitos casais jovens com filhos para educar.
Temos que nos preocupar com a integração destas pessoas na nossa cidade. Todos temos que colaborar nesta missão: autarquias, escolas,Forças de Segurança, Igrejas, associações de pais,empresas, colectividades de cultura e recreio, cafés de bairro e todas as pessoas individualmente.
É importante que o poder político local estude formas de aproximação às pessoas para que estas tenham confiança em quem está a dirigir o Município onde residem.
A escola pública tem uma grande influência na nossa vida colectiva. As amizades de infância nascem na escola e a escola pública que recebe alunos das mais diversas condições não serve só para ensinar as matérias escolares, serve também para preparar os alunos para a vida por conviveram com colegas de outras condições sociais, de deficiência e de raças diferentes. Temos a obrigação histórica de sermos uma comunidade inclusiva.
José Bastos














