O Artigo 13º da Constituição da República PortuguesaPor Olga Paredes - MSD Setúbal
Barreiro

Por Jornal Rostos
Em Portugal, as mulheres ganham menos cerca de 21% do que os homens.
Se aos olhos da lei, não existem quaisquer diferenças entre homem e mulher, a prática mostra que ainda persistem preconceitos quanto ao papel da mulher na sociedade, caso contrário não seria necessária a imposição de quotas de sexo, a qualquer nível, ao invés das escolhas para os cargos serem baseadas nas capacidades, currículo ou competências.
Porém, são os homens que detêm o “poder”, sendo exemplo disso o facto de nenhuma das empresas cotadas na bolsa de Lisboa ter um líder do sexo feminino. São eles que limitam indevidamente o acesso das mulheres.
Como as mulheres não são mais ignorantes que os homens, aliás, atualmente até detêm níveis de instrução mais elevados, a única forma de minimizar a injustiça é impor as quotas. E impor quotas significa, para ser muito clara, as mulheres ganharem tanto como os homens e serem em igual número nos cargos de chefia, nos órgãos consultivos, …. Ou seja, que exista efetivamente uma representatividade de género a todos os níveis.
Tendo em conta que na União Europeia, à semelhança de Portugal, mais de metade dos eleitores são eleitoras, as mulheres continuam sub-representadas nos cargos de decisão, peso embora desde há várias legislaturas que o Parlamento Europeu incentiva a uma participação reforçada das mulheres na vida política e nos processos de tomada de decisão.
Os homens não fazem ideia de quão cansativo é ser Mulher. Além das partes dolorosas relacionadas com a anatomia, há que ser sempre simpática. Para ir mais além neste mundo, obcecado com a juventude e a beleza, há que parecer bonita e perfumada, sempre, e com uma pitada de apelo sexual. Convém ainda, chegar onde se pretende antes da meia-idade, porque é nessa fase que a mulher se torna invisível para o mundo.
Para provar o que valem, as mulheres têm de trabalhar mais, sem se esquecerem de não parecerem mais inteligentes que os colegas, e tudo isto ganhando menos do que eles. Além disso, ainda têm de lidar com a culpa de serem mães que trabalham, ou de serem mães que abdicaram da carreira… Ou o contrário…
E claro, podemos potenciar oportunidades fazendo uso dos atributos físicos, mas temos que sofrer empregando vestes desconfortáveis e reveladoras, em cima dos fabulosos sapatos de salto alto.
É muito maior a probabilidade dos maridos baterem nas mulheres do que as mulheres baterem nos homens.
E algumas, de entre nós Mulheres, morrem nas mãos dos homens que dizem amá-las.
P´lo Movimento das Mulheres Social Democratas do Distrito de Setúbal
Olga Paredes
Barreiro, abril 2015














