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Quotidianos

O nosso dinheiro está em boas mãosPor José Bastos
Montijo

Catorze anos depois e numa situação de crise em que as receitas reduziram muito de um momento para o outro é de louvar que a Câmara Municipal de Montijo tenha conseguido ajustar as actuais receitas às despesas e que pague hoje aos fornecedores e empreiteiros a menos de 30 dias.

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O nosso dinheiro está em boas mãos Por José Bastos Montijo

Por Jornal Rostos

Em 2001 escrevi um artigo nos jornais da região, com este título e que está publicado em livro, que entre outras coisas dizia o seguinte:

“O Município é a grande casa da comunidade. Assim como na casa de cada um dos municípes não se pode gastar mais do que aquilo que se recebe, também na nossa casa colectiva as despesas não podem ser superiores às receitas. Justifica-se o endividamento até aos limites permitidos por lei , mas só nas condições de termos possibilidade de pagar anualmente o serviço da dívida.
A gestão financeira do Município tem que ser mais rigorosa do que a das nossas casas, porque o dinheiro é de todos e não pode ser esbanjado. Vem tudo isto a propósito da minha já longa experiência política me dizer que há pessoas muito rigorosas nos seus gastos particulares e quando se apanham a gerir o dinheiro dos outros não têm rigor nenhum, têm um grande prazer em serem beneméritos com o dinheiro dos outros”.

É este o meu pensamento político desde sempre para a gestão do município da nossa Terra e não mudou, aliás cada vez estou mais convicto de que tenho razão.
Catorze anos depois e numa situação de crise em que as receitas reduziram muito de um momento para o outro é de louvar que a Câmara Municipal de Montijo tenha conseguido ajustar as actuais receitas às despesas e que pague hoje aos fornecedores e empreiteiros a menos de 30 dias.
E evidente, que as receitas têm vindo a diminuir e todos os anos é preciso ajustar receitas e despesas, mas só assim se consegue uma boa gestão como os Montijenses tanto apreciam.
Pagando a tempo e horas a fornecedores e empreiteiros a Câmara de Montijo, consegue melhorar a qualidade das empresas com quem contrata, assim como a redução dos preços. Nunca ninguém conseguiu gerir bem seja o que for de “mão estendida”.

Penso que a gestão financeira pode ser contestada e que para isso existe a oposição, mas sempre de uma forma séria e com preparação contabilística, para que os Montijenses não percam a confiança de quem está a gerir o seu dinheiro.
Quando o PSD de Montijo na campanha eleitoral de 2013, andou a dizer no Montijo e na região que a nossa câmara estava falida e fez disso um grande tema de campanha, que levou muitos eleitores a pensarem que isso era verdade e que mais tarde se veio a provar que o Montijo embora não tivesse muito dinheiro, era um dos concelhos com as finanças mais sustentáveis da região, prestou um mau serviço à democracia. Provou-se mais uma vez que a mentira tem “perna curta”.
As pessoas que estavam à frente do PSD na campanha eleitoral, sabem fazer contas e para ganharem as eleições a todo o custo montaram uma estratégia baseada na mentira que só serve para denegrir a imagem da política e dos políticos.
A Câmara Municipal de Alcochete deve à do Montijo 350.000€ mais juros, referente ao fornecimento de água que já recebeu dos seus munícipes há anos e que está para cobrança coerciva no Tribunal Administrativo de Almada, dinheiro que nos faz muita falta, para investir em pequenas obras de água e saneamento que são tão necessárias à nossa população. Penso que a população de Alcochete que tem as suas raízes nos homens e mulheres que fizeram o 15 de Janeiro de 1898, está incomodada com esta situação.

José Bastos

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