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Feira Medieval deixará a marca cultural de PalmelaIrá proporcionar experiências e memórias inesquecíveis a todos os visitantes.

. Entre 25 e 27 de setembro, o Castelo e o Centro Histórico de Palmela viajam no tempo e são palco da 2.ª edição da Feira Medieval.

A Feira Medieval vai realizar-se no Castelo e no Centro Histórico de Palmela, contando este ano com um perímetro mais alargado. (Alameda Nuno Álvares Pereira/Miradouro e Largo D. Afonso Henriques).
Este ano o programa de animação e as várias actividades vão remeter-nos para o imaginário da vida quotidiana na idade média, baseada na história de Palmela e do Castelo, no séc. XIV.

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Feira Medieval deixará a marca cultural de Palmela Irá proporcionar experiências e memórias inesquecíveis a todos os visitantes.

Por Jornal Rostos

Acredito que a Feira Medieval deixará a marca cultural de Palmela e o nosso "modus vivendi" fortemente impregnado na memória de todos os visitantes.
Construímos um programa de grande qualidade, que valorizará a nossa herança histórica e cultural, e certamente irá proporcionar experiências e memórias inesquecíveis a todos os visitantes.
O evento foi planeado e foi projetado, criteriosamente, para crescer em qualidade e em adesão de novos públicos.
O alargamento do perímetro da feira ao centro histórico; a criação de novos espaços de estacionamento; o envolvimento de mais parceiros culturais e económicos; e a aposta reforçada na promoção e divulgação do evento, são as principais linhas que traçámos para atingir esse crescimento.
Este evento é muito importante para continuar a desenvolver o crescimento turístico, contribuindo para promover a notoriedade da Vila de Palmela e do concelho, e impulsionar a dinamização económica, significando uma oportunidade de receita para os agentes locais.
A Feira Medieval vai realizar-se no Castelo e no Centro Histórico de Palmela, contando este ano com um perímetro mais alargado. (Alameda Nuno Álvares Pereira/Miradouro e Largo D. Afonso Henriques).
Este ano o programa de animação e as várias actividades vão remeter-nos para o imaginário da vida quotidiana na idade média, baseada na história de Palmela e do Castelo, no séc. XIV.
O século XIV é marcado por grandes convulsões nos reinos europeus: guerras, epidemias – a Peste Negra é a mais mortífera – e fome reduzem população, destroem relações económico-sociais, dando força a mercadores, mesteirais e a levantamentos da “arraia-miúda e ventres ao sol”. Prepara-se uma nova época, que será marcada pela expansão marítima e pelo encontro com outros territórios e povos.
O Mestre da Ordem de Santiago era à data D. Fernando Afonso de Albuquerque, filho bastardo de D. Dinis, que no final do ano de 1383 toma partido pelo Mestre de Avis.
Em Setembro de 1384, Lisboa está sitiada pelos castelhanos. O Mestre de Avis precisa de reforços militares, cercado por mar e por terra.
Palmela é uma vila com poucos habitantes. A sede da Ordem de Santiago está à data instalada em Alcácer do Sal, apesar da importância geoestratégica do altaneiro morro. Vindo de Atoleiros, com as suas tropas, “Nuno Álvares Pereira desloca-se a cavalo para Palmela onde mandou acender as almenaras, às quais respondeu O Mestre em Lisboa, com lumes, pois outra fala entre eles haver não podia”.
O fogo é a esperança emitida de Palmela para a Capital.
O Mestre de Avis responde ao sinal.
Em Palmela, vive-se um período de Paz da Feira, que favorece os mercadores que acorrem à vila, por onde circulam também muitos pobres, goliardos, saltimbancos e outros visitantes à procura de víveres e de muita festa.

Destaca-se na programação um forte envolvimento da população, das associações culturais, restauração e hotelaria. Foram desenvolvidas várias acções formação que em áreas temáticas: História Local: Palmela antes e depois da Ordem de Santiago; A leitura em voz alta; a alimentação na Idade Média – Alimentos e técnicas de confecção e Vestuário Medieval.

Como principal inovação vamos ter uma intervenção artística, com referência contemporânea, que irá marcar um episódio histórico relevante: o Almenara.
Este projecto conhecerá, em 2016, uma interacção com o Castelo de S. Jorge através do projecto de promoção turística e cultural que estamos a construir com o município de Lisboa.

De entre a programação muito diversificada que será apresentada muito em breve, e irá incluir músicas, canto e animações teatrais, bailes e danças populares, jogos tradicionais, espectáculos circenses e de fogo, torneios de armas e cavaleiros, falcoaria, destaco alguns episódios:

Bailios e folguedos em honra de D. João, Mestre de Avis, que resiste ao cerco castelhano em Lisboa.
Um arauto anuncia pela vila a aproximação de Nuno Álvares Pereira e suas tropas, vindos do Alentejo, vitoriosas – meses antes – na batalha de Atoleiros.
Ida de todos os fidalgos, homens bons e do povo até ao Castelo para saudar Nuno Álvares Pereira, esperado por D. Fernando Afonso de Albuquerque, Mestre da Ordem de Santiago.
Torneio em honra de D. João, Mestre de Avis – lutam tropas portuguesas, lideradas por Nuno Álvares Pereira e pelo Mestre da Ordem de Santiago, e castelhanas, aparecidas desordeiramente de Setúbal, provocando estragos na feira que ocorre na vila.
São dados louvores a D. João, Mestre de Avis, e ao Mestre de Santiago, Fernando Afonso de Albuquerque, que como embaixador reuniu o apoio militar inglês a Portugal contra Castela.
Um arauto anuncia na vila que os castelhanos foram derrotados em, Lisboa pela peste e pelas tropas portuguesas.

Luís Miguel Calha

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