VOLTEMOS AO PRESENTEPor José Manuel de Oliveira Soares
Barreiro

Por Jornal Rostos
Parece-me que poucos se importarão com o futuro. Não vi bastantes comentários sobre o que escrevi sobre o futuro. Mas olhem que lá bonito era.
Assim sendo, volto ao presente. Para aviso à navegação digo que começo a ficar farto da porcaria desta esquerda. Do PS de António Costa pouco haverá a dizer. Do PEV nunca vi nada feito (salvo caixa de ressonância do PC). Do PC estou “surpreendido”. Mas do BE nem sei o que dizer. Mas...já lá vamos.
E estou farto, fundamentalmente, por insistirem na gaita da direita. Pelo menos para mim. Mas eu reconheço as minhas limitações. Já li duas versões da História do Séc. XX, reduzidas é certo, mas História. De historiadores diferentes. Fui sempre contra a política interna de liberdades do regime do ante 25 do IV. Outro tanto não aconteceu no que à política económica se refere e muito menos ainda na política ultramarina. Não leio jornais. Não troco impressões com comunistas e socialistas. Não sou critico do meu Partido (PSD) quando penso que devo ser. Nunca trabalhei, fiz sempre da política o meu modo de vida (sem desprimor para muitos do que o fazem).
Mas, vejamos a minha opinião sobre direita. Na sequência da “vitória” dos Bolcheviques sobre oa Mancheviques surgiu na antiga Russia feudal um regime comunista. Traiçoeiro (tudo prometeu e tudo tirou), Maquiavélico (não interessam os meios para atingir o fim “poder”), Cínico (Lenine ordenou que os diversos comunistas fora da URSS se aliassem àqueles a quem sempre chamou “social-fascistas” se com isso atingissem o poder). Aliás até 4 de Outubro último o PC e, engraçado, também o MRPP, utilizavam símbolos patrióticos ( políticas “patrióticas e de esquerda) Que logo acabaram com a contagem dos votos. A 5 de Outubro, já só interessava “derrubar o governo de direita”. Mas que direita? Esta não existe na Europa, desde 1917. O Comunismo é contra a propriedade privada e pretende que o Estado seja o dono de todos os meios de produção. Simultâneamente o capitalismo foi crescendo e por oposição ao comunismo defendia e defende uma economia de mercado reconhecendo aos privados o direito à propriedade. Então os comunistas passaram a chamar a todos os que defendem o capitalismo (mesmo não sendo capitalistas) de direita.
E têm continuado com esta lenga lenga que já enjoa. Para mim a direira e o conservadorismo não são uma ideologia, ao contrário do comunismo. A direita e o conservadorismo são defesa de princípios e valores. A família, o aborto só para casos de saúde ou de violação ( os outros se os querem fazer que os paguem), o mérito, a avaliação de alunos e professores - à semelhança do que se exige a arquictetos, engenheiros, juristas, etc – defesa da Pàtria e por consequência a língua portuguesa.
O PSD tem uma matriz social-democrata de que não abdico. Daí por vezes ter de criticar. Nós defendemos a igualdade (eu defendo que nascemos semelhantes não iguais), a fraternidade (eu não guardo rancores nem os incentivo) e a solidariedade (se alguém gosta de ajudar sou eu). A respeito de igualdade penso ser útil trazer aqui um cartaz do PCP ou da FENPROF,já não me lembro que tive a oportunidade de ler no Feijó, e que defendia para o ensino, na caso em apreço, o seguinte: “igualdade na entrada e na saída”. Fiquei a perceber o que defende o senhor Mário Nogueira: “não à avaliação de alunos e muito menos de professores”. Basta comprar um curso em qualquer faculdade ao fim de semana e é-se professor. Basta pagar a matrícula numa escola e no fim de Junho ir lá buscar o certificado.
Mas vamos à situação actual:
Presidente da República. Muita gente o tem criticado pelo que disse e também pelo que não disse. E eu estou à vontade para falar do PR, pois não votei nele. Foram as primeiras e únicas eleições em que não disse presente! Alguns acusam-no de crispado. De não respeitar a Constituição (esta faz-me rir). De ter excluido 2 ou 3 partidos da formação de um qualquer governo. Porque estes tiveram cerca de um milhão de eleitores, têm de lá estar. Ok, devem estar lá desde que ganhem eleições. É o que sucede em todos os municipios por esse País fora, onde quem ganha governa, qualquer que seja o partido. E com muito pouca margem de trabalho para os que ficam na oposição. Então o que dizer dos dois milhões que votaram na PaF? Afinal, contrariamente ao que dizia um cartaz de António Costa, o meu voto não decide. Só o dele. Isto deve ter a ver com os seus antecedentes comunistas. Mas em relação ao Sr. PR deixem-me dar a minha opinião. Foi claro, directo e disse presente. Mas não o ouvi fechar as portas a ninguém. Disse que queria um acordo claro e duradouro. Por outras palavras, deixou um caderno de encargos para cumprir. Não, repito, fechou as portas a alguém.Parece não ter percebido o novo PREC (Processo Reaccionário Em Curso). Aliás Jorge Sampaio fê-lo a Santana Lopes e não ouvi ninguém barafustar. Mais, Jorge Sampaio ao arrepio da Constituição, demitiu um Governo suportado por uma maioria na AR. Também ninguém barafustou. Mais recordo, a respeito de democracia, tudo é permitido se vier da dita “esquerda”. Tudo o resto é anticonstituicional e antidemocrático. Mas recordo ainda. A Austria tem uma democracia há muito mais tempo que nós. Em 2000, nesse País houve eleições. Um partido tido “pelos donos da verdade e da moral” como de extrema-direita (seja lá o que isso for) ficou bem colocado e podia vir a ser chamado para o governo da Austria. À data, Portugal tinha a presidência da UE. Era 1.º ministro o Sr. Guterres (sim, o tal do pântano, esse mesmo que vive num belo apartamento em Genebra “600m2” que manda a Europa receber refugiados mas não recebe nenhum). Pois este Sr., Republicano, Católico, Democrata e defensor da tal “ética” republicana, ameaçava a Austria de suspensão de contactos políticos por parte da UE, caso o governo de Viena de Austria viesse a integrar elementos (que ele classificava de) da extrema-direita. É espantosa a lata e a sem-vergonha desta malta.
Vamos aos Partidos:
PS. Nada a crescentar ao que já escrevi. Não. Vou acrescentar mais duas informações, que permitem perceber que o senhor Costa não gosta de perder, às anteriores:
1 - Salvo erro em 1983/1984 (ano lectivo) perdeu as eleições para a Associação Académica de Direito. Teve de ser a autoridade a intervir pois o sr. não quiz entregar as chaves da Associação. Tal como em 2015 no Rato, perdeu as eleições mas não estregou as chaves.
2 – Era Guterres nosso PM. António Costa era ministro da Justiça(MJ) (péssimo como todos sabem). Ricardo Sá Fernandes era Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF). A respeito do caso “Camarate” o sr. SEAF intrometeu-se na esfera de competência do sr. MJ. Este último demitiu-se irrevogavelmente. Revogou a sua irrevogabilidade (faz-me lembrar algo parecido mais recentemente) quando o PM demitiu o SEAF.
Já devem ter percebido o tipo de PM que se avizinha. Não tardará muito e não podemos falar ou escrever livremente. Salvo se tecermos loas ao que se fizer.
Para chegar ao poder invoca uma maioria parlamentar ( ou será para lamentar?). Jerónimo de Sousa, desta vez, tem razão; “é tudo farinha do mesmo saco”. Este arranjo mais não é que uma “frente popular”. Aquilo que Lenine dizia aos PC`s fora da URSS para se juntarem aos social-fascistas e assim conquistarem o poder. Tivemos alguns casos semelhantes na Europa. Todas acabaram mal para os seus povos. A história quando se repete, normalmente dá tragédia.
Vou só lembrar a mais próxima geográficamente.
Espanha. “País” há séculos instável, face à prepotência de Castela face às outras regiões. Veja-se o País Basco e a sua ETA e, mais recentemente e novamente, embora sem recurso às armas por agora a Catalunha. Pois bem na década de 30 do séc. passado formou-se uma “frente popular” que anarquizou ainda mais a Espanha. Os seus membros eram três: o Partido Socialista (como o de Costa), o Partido Comunista de Espanha (marxista e estalinista como o nosso) e o Partido Operário de Unificação Marxista (trostkista como o BE). Mal chegaram ao poder,comandados pelo PCE, deram início às nacionalizações e ocupações radicais. O PS espanhol fechou os olhos, como a avestruz, para não assistir à destruição de igrejas e à perseguição de quem se atrevia a contestar (os tais fascistas e reaccionários – lembram-se?). Isto descambou numa guerra civil em Espanha. Em 1937 durante as “jornadas de maio” foram massacradas mais de mil pessoas só numa semana. Na guerra civil morreram milhões de pessoas. No governo que Costa pretende formar só passarão as medidas “positivas”.
Encheram o espaço mediático, todos os três, com problemas na Justiça, Educação, desigualdade social etc. O sr. Costa num programa televisivo até se deu ao luxo de invocar a “educação de adultos” como prioridade. Não que eu seja contra. Mas é muito pouco.
Só ouvia falar em: “baixar sobretaxa”, “aumentar salário minímo”, “descongelar pensões”, “acabar com CES” até, vejam lá, aumentar as pensões até 629€ em 0,3% ( qualquer coisa como : 8 cêntimos para as pensões mínimas e 1,88 € para as de 628€.) Acabou a pobreza e a desigualdade.
Lamento, mas tenho muitas dúvidas acerca deste pré-anunciado governo de “esquerda”.
PCP. Uma desilusão, se é que alguém poderá ficar desiludido com muitas das opções do PC. Jerónimo de Sousa, qual homem da duracel, esgotou as pilhas na campanha. Quem o viu enérgico até 2 de Outubro ficou surpreendido no 4 de Outubro e seguintes. A energia foi-se. Cara de cansado, que até se percebe. Já não é um jovem. Mas mais do isso, pareceu-me, a mim, doente. Pareceu e parece. Espero estar enganado. Mas voltando à política. De há muitos meses a esta parte que o cartaz força era: “uma política patriótica e de esquerda”. A 5 de Outubro passou a ser “derrubar o governo de direita”. Ainda bem. Assim, percebemos o seu trabalho político. Já na política de esquerda é uma autodenominação. Fica-lhe bem mas não me convence. Mais me parece de direita e conservador (na óptica deles), não querem mudar nada.
Quanto à política patriótica se é igual à do PC Francês durante a II G.Guerra, que promovia greves nas fábricas de aviões de combate, enquanto os soldados eram bombardeados pelos aviões alemães e chegaram a sabotar caminhos de ferro impossibilitando a chegada de reforços, combustível e armamento às linhas da frente, vou ali e já venho.
António Filipe, que esteve “castigado” uma legislatura voltou. Pior, como seria de esperar. Só sabe falar em trabalhadores e em perder tempo.
Não perder tempo é bom. Quando se está de boa fé. Caso contrário serve para esconder objectivos. Quais? Terão tempo de ver.
Afinal eram mesmo do mesmo saco.
BE Como o próprio nome indica não é um partido. É um bloco (falta saber de quê).É um albergue espanhol com umas caras larocas e mal educadas. Verdadeiras artistas. Aliás a D. Catarina (não a Grande que essa, por ligações à coroa inglesa e por conseguinte à portuguesa, bebia chá) é mesmo actriz de profissão. Provavelmente falhada, mas é, e mostrou-o na campanha e quando vai à TV. O Sr. que é (ou era?) coordenador ou porta-vóz, um tal de Filipe, foi desautorizado e quando lhe permitem falar, não pode dizer nada de útil. A única coisa de jeito que ouvi à D. Catarina, foi chamar comentador bafiento, retrógado e não sei que mais a Marcelo R. Sousa. Foi bem feita, para quem a elogiou tanto. Era a maior. Parecia apagar o Louçã. Devem-se lembrar que este Sr., comunista convicto, tudo fez para tributar excessivamente o património das pessoas (o IMI). Manuela Ferreira Leite fez-lhe a vontade e determinou a reavaliação do valor predial nas matrizes.Depois também aumentaram as taxas. Depois de tudo feito foi o descalabro. Mas quem se chegou à frente barafustando contra o ignóbil valor do IMI que as pessoas passaram a ter que pagar? O BE. Claro!
Primeiras medidas a tomar na nova AR; Reverter as medidas que o XIX Governo tomou quanto ao aborto. Nada de pagar. Isto é giro. Uns fazem amor à vontade. Nós pagamos os abortos. Outra ideia era proibir os piropos. Ou são feias ou gays. Pois não há mulher alguma que não goste de ouvir um piropo educado (claro está). Do género: “Ó boneca, deves ser quadrineta do Miguel Ângelo, és cá uma obra-prima”.
Não falei lá atrás, mas falo agora. Já tinha saudades do meu amigo Arnaldo de Matos. Sim, o do MRPP. Para além de pedir contas dos 800.000 € que o Partido recebeu dos contribuintes nos últimos anos só por existir disse uma frase. ...Não é Sr. Alfredo?
Por hoje fico por aqui. Vamos ver se sou publicado.
Jose Manuel de Oliveira Soares
9 de Outubro de 2015














