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Os resultados da execução orçamental da Câmara de Montijo em 2015 foram excelentesPor José Bastos
Montijo

Cumprindo a tempo e horas com os pagamentos a fornecedores e empreiteiros consegue-se o seguinte: credibilizar o executivo perante os munícipes e perante as entidades com temos de negociar; comprar no mercado os produtos que necessitamos a preços mais reduzidos; contratar com os empreiteiros com melhor qualidade para que as obras fiquem bem feitas e dentro dos prazos; motivar os trabalhadores da Câmara que se sentem orgulhosos por trabalharem para uma
entidade pública que cumpre os seus compromissos.

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Os resultados da execução orçamental da Câmara de Montijo em 2015 foram excelentes Por José Bastos Montijo

Por Jornal Rostos

A Câmara de Montijo presidida pelo Engº. Nuno Canta obteve excelentes resultados na execução orçamental de 2015. Os melhores de sempre.
Na última reunião de Câmara, dia 30 de Março, foram aprovadas as contas da Câmara e dos SMAS, com os votos favoráveis do PS e a abstenção da CDU e do PSD.
As contas da Câmara apresentam uma receita de 27.260.381,64€ ( taxa de execução de 100%) e As contas apresentam um saldo positivo de 2.643,625.62€ que permitem respeitar compromissos em obras para o ano seguinte.
As contas foram encerradas sem dívidas a fornecedores e empreiteiros.

A receita global do SMAS foi de 5.852.592,50 (taxa de realização de 96,1%) e a despesa de 5.559.313,91 (taxa de execução de 91,30%). O exercício fechou com um saldo de 58.767,59€.
Os SMAS passaram o ano sem dívidas a fornecedores e empreiteiros.
No ano de 2015 foram celebrados 2.279 contratos de água e cessaram 2.130, registando um saldo positivo de 149 contratos, o que mostra que a nossa população continua a crescer.

Fui mais de 30 anos Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Montijo e durante este período fui treze anos vereador e quatro anos membro da Assembleia Municipal e em todos estes cargos que exerci sempre defendi que a Câmara devia ter contas equilibradas e cumprir com os contratos no que se refere aos prazos de pagamento. A Câmara tem que ser uma entidade de bem.

Tivemos anos no passado em que a execução orçamental se ficava pelos 60% porque os orçamentos eram empolados com obras que nunca chegavam a ser feitas uma vez que as receitas reais não chegavam. Deixámos de pagar um empréstimo que contraímos para aquisição de habitação social no Bairro do Esteval. Em determinados momentos retardámos os pagamentos à ADSE, às Finanças e à Segurança Social e muitas vezes tínhamos os pagamentos em atraso mais de 180 dias.
Na primeira metade dos anos noventa do século passado o comércio de Montijo não fornecia a crédito à Câmara.
Com a experiência da vida vamo-nos habituando a tudo, mas nessa altura fazia-me confusão que pessoas que eram muito rigorosas nas suas contas particulares, quando eleitos para gerir dinheiros públicos tinham uma actuação que eu considerava lamentável.
Cumprindo a tempo e horas com os pagamentos a fornecedores e empreiteiros consegue-se o seguinte: credibilizar o executivo perante os munícipes e perante as entidades com temos de negociar; comprar no mercado os produtos que necessitamos a preços mais reduzidos; contratar com os empreiteiros com melhor qualidade para que as obras fiquem bem feitas e dentro dos prazos; motivar os trabalhadores da Câmara que se sentem orgulhosos por trabalharem para uma entidade pública que cumpre os seus compromissos.

A vida é assim. Não é de mão estendida perante os empresários que a Câmara consegue uma boa gestão dos dinheiros públicos.

José Bastos

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