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Almada, Patinho Feio da Área Metropolitana de LisboaPor Paulo Sabino
Almada

Almada, pela sua génese, mas sobretudo pela sua proximidade da capital, pelos 20 quilómetros de extensão de praia, pela grandiosidade do Cristo-rei, pela beleza do Ginjal e da Trafaria, e por tantas outras atractividades naturais que temos, podíamos ser mais e melhores.

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Almada, Patinho Feio da Área Metropolitana de Lisboa Por Paulo Sabino Almada

Por Jornal Rostos

Há muito que o centro do concelho de Almada deixou de ser quintas e terrenos baldios. Nos anos 60, as quintas deram lugar a uma larga extensão de edifícios, viu nascer a Ponte Salazar e cresceu até aos dias de hoje mais 100 mil habitantes. Até aos anos 90, as ruas de Almada enchiam-se de alegria, os mercados vendiam e os residentes viam no concelho uma oportunidade de estar perto de Lisboa, mas ao mesmo tempo longe da confusão que a capital oferecia. Apesar disso, Almada não passava de um dormitório.
Nos anos 90 o estado central apostou no seu desenvolvimento através da construção de um Hospital, do comboio sobre o Tejo, na expansão de universidades e deu luz verde à construção do Metro Sul do Tejo.
Almada, pela sua génese, mas sobretudo pela sua proximidade da capital, pelos 20 quilómetros de extensão de praia, pela grandiosidade do Cristo-rei, pela beleza do Ginjal e da Trafaria, e por tantas outras atractividades naturais que temos, podíamos ser mais e melhores.
Este ano comemoramos os 40 anos das primeiras eleições autárquicas. Podemos e devemos, fazer uma retrospectiva. Em 40 anos a câmara de Almada não investiu no concelho e não aposta na atractividade de investimento, tendo criado ainda uma empresa municipal que afasta clientes e comerciantes. Almada não tem um verdadeiro parque empresarial como tem Oeiras ou Cascais. Almada tem um excelente transporte, mas matou-o à nascença com o seu traçado quando não o prolongou às praias da Costa da Caparica.
As más opções têm levado a que a Charneca e Sobreda também tenham ficado esquecidas no tempo. Por um lado orgulhamo-nos do verdadeiro pulmão do concelho, como a Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos ou do vasto património construído nos séculos passados. Por outro, esta freguesia é um pesadelo para quem a reside e a visita. Faltam-lhe passeios, tem péssimos transportes, tem maus acessos e os que tem, têm buracos.
O que está em causa é devolver o espaço às pessoas, devolver vida à cidade e fazer deste concelho, um concelho atractivo para quem queira investir e por sua vez criar emprego.
Almada, sempre foi reconhecida pelo seu passado activo, dinâmico e com espírito de luta, mas tudo isto parece esquecido através dos milhares de euros gastos diariamente em propaganda como cartazes, folhetos ou boletins municipais.
Almada rende-se hoje ao espírito de conformismo mesmo sabendo que apenas 16% da população recenseada vota na CDU.
É triste e lamentável porque todos sabemos que Almada pode mais.
Mas daqui a um ano os cidadãos terão na mão o poder de decisão.
Poderão eles desta vez fazer a diferença?

Paulo Sabino
Deputado Municipal do PSD

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