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Quotidianos

ASSISTENTE SOCIAL DESEMPREGADODIMINUIU O EMPREGO, VERDADE VERDADINHA!
Por Vitor B Munhão
Barreiro

Em Portugal com o número de instituições de solidariedade (+/- 5000) onde a esmagadora maioria não tem um Assistentes Social, uma parte encontra-se através do Estágio Emprego não desenvolvendo um trabalho de continuidade e outros recebem abaixo da tabela e serviços públicos que, excepto o Ministério da Saúde, não sei até quando, admitem “colaboradores” sem qualquer formação na área e com valores nada dignificantes.

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ASSISTENTE SOCIAL DESEMPREGADO DIMINUIU O EMPREGO, VERDADE VERDADINHA! Por Vitor B Munhão Barreiro

Por Jornal Rostos

Ora bem, vou acreditar nas estatísticas como se delas não soubesse, e desconhecendo que as mesmas são “encomendadas” face às necessidades e objectivos de cada governo mas, tudo me leva a crer que é desta que vou acreditar!!!!
Esquecendo ou fazendo de cara torta ao que de grave se passa na classe. Assistente Social, tão pouco falada nos últimos meses mas que se transforma “fashion” de igual forma ficaram famosas as calças de marca Levi´s. Até aqueles que se julgam “inimputáveis” começam a perceber de facto o que é pertencer a uma nova classe, os DESEMPREGADOS!

Um pequeno exercício para aclarar ideias, se em Portugal são consideradas não 23 escolas de serviço social mas, 20 unidades de ensino e falo apenas da Licenciatura em Serviço Social, no final de cada ano lectivo terminarem a licenciatura cerca de 40, sabemos que o número é maior mas, fiquemos por aqui. Quer isto dizer que em cada ano lectivo saem +/- 800 Assistentes Sociais de norte a sul e Ilhas. Se deste numero 20% (+/-160) consegue emprego na área, ficamos com +/- 640 profissionais no desemprego. SE, multiplicarmos pelos últimos 5 anos ficamos com +/- 3.000 profissionais no desemprego. Dos supostos 17.000 profissionais existentes em Portugal, podemos afirmar que a percentagem de desempregados é muito elevada +/- 30%.

Garantidamente e já com elementos do mês de Janeiro e Fevereiro de 2017 posso afirmar que +/- 3% (+/- 98,4 Assistentes Sociais) optam pela emigração, trabalhando em diversas áreas restauração, hotéis, Car-wash, Care Home ou Care Assistant entre outras. Mesmo assim não provamos o aumento do desemprego porque o IEFP não se quer dar ao trabalho nem está interessado em perceber a taxa de desemprego nesta “incomodativa” profissão mas tão desejada por muitas profissões, em especial na área da saúde e da solidariedade.
Depois de percebermos as contas, talvez se consiga chegar a números que assustam o mais céptico e que demonstram a desempregabilidade cada vez maior da profissão, onde arriscaria um número muito próximo dos 6.000 assistentes sociais ou muito mais em condições de desemprego.

Temos que ser pragmáticos e admitir que a taxa de desemprego está a aumentar e de forma aterradora claramente ao contrário do que politicamente é informado, com tendência, do meu ponto de vista a aumentar cada vez mais os números mas, temos sempre os ESTÁGIOS EMPREGO, uma figura muito acolhida pelos vários governos onde é possível dissimular subtilmente os futuros desempregados e diminuir os números nem que seja durante um semestre ainda por cima, quando andamos em campanha eleitoral.

Com Brexit ou sem Brexit o Serviço Social em Inglaterra tem uma taxa de desemprego muito próxima dos ZERO%, porquê? Ninguém faz ou ocupa a profissão do Assistentes Social sem que para tal tenha competências académicas para o fazer. A Profissão é constantemente chamada ao topo para a organização e implementação de políticas sociais.

Quer se goste ou não dos resultados é o Assistente Social pela força da sua profissão, conhecimento prático e teórico do terreno que, em articulação com as entidades de gestão é consultado, estuda, implementa e avalia os resultados.
Porquê? Porque se deram ao respeito impondo-se em massa que “terceiras” profissões se intrometessem numa área muito específica e de particular sensibilidade como é o Serviço Social. Não permitiram que outras profissões ocupassem de assalto as suas competências e conhecimento, não admitiram o desrespeito pela sua dignidade como profissionais nem que lhes fosse retirado o papel principal.

Em Portugal com o número de instituições de solidariedade (+/- 5000) onde a esmagadora maioria não tem um Assistentes Social, uma parte encontra-se através do Estágio Emprego não desenvolvendo um trabalho de continuidade e outros recebem abaixo da tabela e serviços públicos que, excepto o Ministério da Saúde, não sei até quando, admitem “colaboradores” sem qualquer formação na área e com valores nada dignificantes.

A Era Glaciar aproxima-se a passos largos da classe e com certeza que não será com o “politicamente correcto” e passividade que nos é reconhecida que nos vamos aquecer para evitar a extinção da profissão! Observem os novos Cursos de Serviço Social e Desenvolvimento Comunitário e depois não digam que não avisei porque a seguir outros serão postos em prática, pois o desejo de fabricar dinheiro por parte das supostas Escolas de Serviço Social e outras é de tal ordem que conseguem envergonhar o “fuinha do Tio Patinhas” com a ganancia cega de ganhar. Caso tenham duvidas, observem com muita atenção o conteúdo e saída profissional do curso CTSP que mencionei e chorem porque vão gastar muitos lenços para limpar as lágrimas!

Que a Força esteja convosco AS!

Vitor B Munhao
Assistente Social
Membro da British Association of Social Workers – nº96671
Membro da Associação dos Profissionais de Serviço Social – nº2651

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