OSTOMIA NA PRIMEIRA PESSOA - AFINAL O QUE SINTO NA ALMA?Por Francisco Oliveira
Barreiro

Por Jornal Rostos
O número de casos em Portugal começa a atingir proporções preocupantes e onde falar sobre o assunto, dos receios e medos da exclusão social continua a ser Tabu. Portugal onde cada vez mais a presença desta condição física é evidente deve iniciar obrigatoriamente um processo de informação séria e credível junto da comunidade em geral mas, especialmente junto da camada mais jovem.
Os nossos governantes principalmente os que estão ligados á medicina, deveriam preocupar-se na implementação dos meios adequados para uma sensibilização/prevenção dos potenciais e comunidade ostomizada com o objectivo de minimizar consequências futuras, nomeadamente ao nível da colonoscopia como ferramenta preventiva, não inibindo os médicos de família de requerer este importante exame clinico.
Serviço Nacional de Saúde através dos Hospitais, Centros de Saúde até mesmo as Clínicas privadas, devem constituir-se como ferramentas da sensibilização e prevenção empenhando-se na minimização deste problema, proporcionando as condições adequadas, para que o Ostomizados se sinta minimamente integrado, não o descriminando da sua condição física, social e acima de tudo emocional.
A maioria dos Ostomizados luta com dificuldades nas mais diversas vertentes da sua vida, em especial sobre o ponto de vista emocional e financeiro, apesar de alguns direitos consubstanciados na lei e no seu livre direito de escolha do dispositivo médico entre outros materiais que melhor se adaptam ao seu corpo.
Não cabe ao laboratório mas, ao enfermeiro com formação específica mas, não reconhecida pelas entidades competente e em articulação com o Ostomizado a escolha do melhor dispositivo, aquele que melhor se adapta ao seu estoma, seja ele uma colo, uro ou ileostomia.
O Ostomizado é um cidadão de pleno direito
Francisco Oliveira
Colostomizado
Presidente da Associação Internacional para a Defesa da Pessoa Ostomizada














