Os Portugueses são pessoas pacificas com uma cultura de séculos rica e forte.Por Francisco Oliveira
Barreiro

Por Jornal Rostos
Ao longo das suas vidas esperam e desesperam, na esperança de uma vida melhor, mas a situação não lhes é favorável, conforme se pretende e enquanto se mantiverem os níveis elevados de desemprego, trabalho precário com ordenados baixos e reformas miseráveis. É impossível enfrentar a situação, quando há despesas familiares do dia a dia que são insuportáveis pelos baixos rendimentos.
A saúde é uma das necessidades de maior carência e que mais afeta a sociedade em especial os mais idosos onde as suas pensões ou reformas, com pouco mais de duzentos euros, a ausência de médico de família ou com um acesso diminuto ás consultas da especialidade.
Residentes em zonas geográficas de poucos recursos nomeadamente transportes públicos, são situações habituais em especial no interior do país. Portadores de doenças crónicas e ou oncológicas, deparam-se no seu dia a dia com inúmeros obstáculos em especial na aquisição do seu material colector.
O Ostomizado na sua esmagadora maioria enfrenta uma situação que não está ainda hoje definida na sua transversalidade através do serviço nacional de saúde mesmo estando escrita em lei, ou seja, a recolha do dispositivo médico que necessita diariamente e as quantidades que lhe são atribuídas mensalmente, apesar das novas alterações continuam a ser acolhidas de diversas formas e condições nomeadamente a discrepância na interpretação da leitura dessa mesma lei e onde essa leitura é feita de conveniência institucional, quero dizer com isto que, é uma leitura feita mediante as conveniências e espaço geográfico.
A titulo de exemplo continuamos a observar limitação na distribuição do material quando existem farmácias que limitam a entrega e outras incentivam o, digamos abuso do material levando a que o mesmo não seja considerado como peça vital para o bem-estar do ostomizado, levando a um aumento indiscriminado da factura junto do Serviço Nacional de Saúde e por sua vez a considerar o Ostomizado uma pessoa de elevados custos na sua qualidade de vida.
Esperamos que a solução a esta parte seja resolvida pelos responsáveis ligados á saúde o mais breve possível.
Somos brandos e de bons costumes, mas a AIDPO está muito atenta ao desenrolar desta matéria e tudo fará para evitar que o ostomizado seja considerado um “gastador” de dispositivos médicos.
Francisco Oliveira
Presidente da AIDPO - Aposentado














