Alpiarça, 11 de Novembro de 1956 – Jovens do Barreiro presosFAZ HOJE 61 ANOS
Por Alfredo Matos
Barreiro

Por Jornal Rostos
Manhã cedo, cerca de duzentas pessoas, na sua maioria jovens, saem do Barreiro em quatro autocarros, rumo a Alpiarça para confraternizar com a juventude desta vila, sob o pretexto de assinalar o 38º aniversário do armistício da 1ª Guerra Mundial.
Era o Mude-Juvenil que os animava. Este Movimento, muito debilitado pela repressão desencadeada no Porto com a prisão de cinquenta e dois jovens na Margem Sul, especialmente no Barreiro, estava no auge. As heroicas de Lopes Graça eram cantadas sem temor. No decorrer do convívio com centenas de jovens de Alpiarça, a GNR e a PIDE prendem quatro jovens, dois deles do Barreiro, António Espirito Santo e Manuel da Luz.
Todas as diligências, Presidente da Câmara e Pároco, para libertar os jovens foram infrutíferas. Seguiram todos para a prisão do Aljube.
Apesar das prisões, mesmo sabendo que podiam ser fortemente reprimidos, a vontade de lutar que animava os jovens do Barreiro para alterar a situação existente crescia, levando-os a gritar ainda mais alto o desejo de Liberdade.
Alfredo de Matos














