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Quotidianos

Fazer tão bom teatro em Grupos de Teatro Amador. Grupo Arte Viva
Por Rosário Vaz
Barreiro

Com o custo irrisório de um bilhete de três euros, assisti, neste fim de semana, à peça “O Inspector”, de Nikolai Gógol, cujo texto de qualidade indubitável, encontrou uma encenação e realização exímias por um grupo que dá ao teatro a maior dignidade.

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Fazer tão bom teatro em Grupos de Teatro Amador . Grupo Arte Viva Por Rosário Vaz Barreiro

Por Jornal Rostos

Em 2014, em dia da Gala dos Globos de Ouro, na televisão pública, ouvia-se que o teatro e o cinema tinham sido os parentes pobres da cultura no país. Em ambos os casos foi afirmado, pelos laureados, que a actividade iria parar por falta de apoios.

Perante a constatação, escrevia eu, interrogando-me sobre que país é o nosso, que menospreza a cultura e falha nos seus apoios, que se demite de afirmar os seus talentos e os valores que defendem?
Quatro anos passados, e chegados a 2018, é também pela televisão, na atribuição de prémios pela Sociedade Portuguesa de Autores, que assistimos a novos discursos empolgados de actores e actrizes, para além dos de responsáveis por algumas rubricas programáticas na televisão. A crítica cerrada ao Governo e ao Ministério da Cultura, pelo vergonhoso desprezo pela cultura e apoio às artes, muito concretamente ao teatro a que faltam os apoios necessários à exibição de peças acarinhadas pelo público foi uma dominante na entrega dos prémios da SPA 2018.

O tempo passa, mas as mudanças não o acompanham, no sentido da satisfação dos que contribuem para a produção de cultura neste país, que já esmorece da esperança que alguma vez alimentou.
Não deixa de ser curioso constatar como, paralelamente, se continua a fazer tão bom teatro, em Grupos de Teatro Amador, como é, por exemplo, o caso do Grupo Arte Viva do Barreiro.

Com o custo irrisório de um bilhete de três euros, assisti, neste fim de semana, à peça “O Inspector”, de Nikolai Gógol, cujo texto de qualidade indubitável, encontrou uma encenação e realização exímias por um grupo que dá ao teatro a maior dignidade.
Amor à camisola, gosto pela cultura e pela cultura teatral são as tónicas do espectáculo.
Valeu a pena!

Rosário Vaz

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