Segurança Social no Barreiro - «Por favor, aguarde aí um pouco... de pé!»Por Gonçalo Graça

Por Jornal Rostos
As condições de recepção aos utentes da Segurança Social do Barreiro parece que já conheceram melhores dias... ou não... não sei. Como modesto utilizador dos guichets desta instituição (recorro normalmente ao serviço on-line), deparei-me como uma realidade que nunca esperaria em 2018. Além do corrente entupimento humano, com vagas de pessoas a chegar e a procurar a respectiva senha, as condições materiais são assustadoras. Várias cadeiras impossibilitadas, ou avariadas, como dizem os papéis colocados em cada uma. Idosos aguardam de pé. Mães com filhos ao colo também. Homens de muletas, uns mais coxos que outros. Ninguém se levantou? Sim, claro que sim! Um idoso "meio-avariado" deu lugar a um das canadianas; outro lá foi indicado pelo segurança a sentar-se numa cadeira entretanto livre, bem perto da sua secretária. O resto aguentou-se de pé. Uns eram idosos, outras eram mães. Uma com um filho ao colo, e outro filho a brincar junto às suas pernas. Uma senhora com mais de sessenta anos (pelo menos aparentava isso) tentou sentar-se numa destas cadeiras "avariadas", com jeitinho para não cair, e qual malabarismo, qual equilíbrio, lá conseguiu. Ao levantar-se, a ginástica foi a mesma. Amanhã não se mexe... Nos últimos 365 dias, só tive necessidade de ir ao balcão da Segurança Social duas vezes, e observo o estado da degradação do mobiliário com bastante aversão.
Após queixa partilhada com outros utentes momentâneos, disse-me um: "Escreva no livro de reclamações!". Pois bem, a última vez que o fiz (e não foi para esta instituição) a resposta recebida foi um simples "Lamentamos", mas o problema persistiu. Esse "lamentamos" não foi suficiente. O gigantesco entupimento burocrático das reclamações, via livro de reclamações, caiu na banalidade. Afinal, era só mais uma queixa. E como em 2018 o impacto de uma imagem bem mediatizada vale mais do que mil queixas em livros de reclamações, espero que esta notícia chegue a quem de direito. É isso que desejo. Como munícipe, não posso e não aceito que outros munícipes idosos ou munícipes com crianças de colo tenham de esperar de pé porque o estado do mobiliário é péssimo. Que este desabafo chegue às agendas do executivo camarário, da união das juntas de freguesia de Barreiro e Lavradio, dos partidos de oposição, dos responsáveis da Segurança Social a nível local e distrital, ou se quiserem, do Ministro que tutela este espaço. Chegue a quem tenha essa responsabilidade. O Barreiro merece mais respeito!
Gonçalo Graça
Um munícipe do Barreiro














