Das ervas que o clima trazPor Tiago Sousa Santos
Barreiro

Por Jornal Rostos
Serve o clima como desculpa para as ervas que por aqui crescem. Crescem, como sempre cresceram, criando zonas verdes que não o são e fazem de certas zonas do Barreiro um imenso matagal de desleixo.
Aproximamo-nos do verão e com essa aproximação vêm as altas temperaturas. Altas temperaturas estas que são pródigas em criar condições para a proliferação de pragas animais que ano após ano invadem as ruas e as casas de quem mora nesta cidade. São baratas, são ratos, são todas as espécies de bichos que não queremos ver em zonas residenciais.
Aproximamo-nos do verão e com essa aproximação vêm as altas temperaturas. Altas temperaturas essas que são pródigas em criar condições para a proliferação de incêndios. Com este misto de matagal e fogo todos podemos adivinhar o que pode vir a acontecer em zonas residenciais.
Há sensivelmente um ano todos os partidos, que se bateram entre si em campanhas eleitorais para os órgãos de gestão da cidade, apontavam a falta de limpeza das ruas como um problema grave e uma falha imperdoável de quem nos governava. Porque se há função básica dos órgãos locais é a limpeza do espaço público.
Hoje, um ano volvido, estamos como estávamos. As ervas crescem e com elas crescem os perigos de pragas e de incêndios em zonas onde tanta gente habita. Há até relatos de cobras nunca antes vistas em urbanizações da nossa cidade.
Do que estamos à espera? Que tudo arda ou que as casas e as ruas sejam invadidas por roedores e insetos? Esperamos pelo fogo para limpar as ervas que o clima traz? Ou que os ratos se alimentem dessas mesmas ervas?
No fundo, tal como Jorge Jesus disse há uns meses, o clima não ajudou.














