A evolução tecnológica e o risco das fake newsPor Carlos Aguiar
Barreiro

Por Jornal Rostos
Graças à evolução da tecnologia, a Humanidade tem vindo a ter um aumento significativo da sua qualidade de vida, de tornar a nossa vida muito mais fácil e acessível. No entanto, nem tudo é cor-de-rosa e com os avanços que se tem tido, nomeadamente na área da inteligência artificial (que tem tido uma grande expansão), começamos a questionar-nos que poderá estar prestes a chegar o momento em que a tecnologia nos poderá rodear num mundo de mentiras com proporções perigosas.
Exemplos levianos vão desde transformar um vídeo de um cavalo a correr numa zebra; ou de uma paisagem primaveril com sol e metê-la invernal, com neve e céu nublado; sem se conseguir distinguir qual dos vídeos é o falso, devido ao extremo realismo.
A Universidade de Washington criou um programa de inteligência artificial que pode gerar vídeos “inventados” extremamente realistas de uma pessoa, usando clips de vídeos dessa mesma pessoa e qualquer áudio, tendo usado como modelo o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, algo que foi divulgado há cerca de 1 ano atrás.
Uma ferramenta como esta cria tentações para algo mais sinistro, por exemplo, na criação de vídeos “inventados” com políticos a dizerem algo que nunca tinham dito antes, podendo serem comprometidos durante campanhas políticas e/ou na execução dos seus cargos.
Poderão também existir vídeos “inventados” de alguém estar numa cena do crime à hora em que ele foi cometido, sem essa pessoa na verdade nunca lá ter estado; ou até mesmo de cariz mais íntimo, com o fim de serem usados para a chantagem.
A simples existência desta ferramenta de inteligência artificial abre uma caixa de Pandora, subindo substancialmente de tom a guerra da informação e uma crescente onda de teorias da conspiração. Não esquecendo, também, que há muitas pessoas que são parciais em relação às suas afinidades políticas, à sua paixão clubística, à sua fé religiosa ou a qualquer outro tipo de afiliação que tenham e, não sabendo se o que veem é verdade ou mentira, tenderão para aquilo que é mais querido, podendo aquilo nunca ser verdade e assim viverem na mentira.
Com uma evolução tecnológica cada vez mais rápida e complexa, é absolutamente necessário informar ao máximo as populações dos problemas que daí podem advir e criar a legislação necessária para salvaguardar as pessoas.
Brevemente, perguntar-me-ei: aquilo que vejo e oiço será verdade ou mentira?
Carlos Aguiar
Secretário da JP Barreiro














