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Quotidianos

Haverá barco amanhã?Por Hélder Leal Rodrigues
Barreiro

Adivinham-se semanas complicadas. Menos um barco à disposição significará um novo caos nas horas de ponta. Virá novamente a Administração da Soflusa a apelar para que as pessoas evitem a hora de ponta? Continuará o silêncio de quem criou esperança e expectativa a milhares de barreirenses (e não só!)?

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Haverá barco amanhã? Por Hélder Leal Rodrigues Barreiro

Por Jornal Rostos

A semana começa e avaria mais um barco da Soflusa. O caos instala-se quase de imediato, as pessoas esperam, acumulam e desesperam. A Soflusa, como é seu apanágio, nada informa. O tempo passa, nenhum barco chega. O segurança, claramente fora da sua zona de conforto e longe daquela que seria a sua função, é o único que dá a cara. Uma cara de lamento por nada poder fazer e nada ter para dizer.

Este episódio é real. Eu assisti. Eu vivi. Na semana seguinte ao grande anúncio do Passe Único, a mega revolução nos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa, voltam os problemas. Voltam não! Continuam. Tapa-se o sol com a peneira, anuncia-se uma colossal redução do preço dos passes, o que é louvável e aliviará a carteira de milhares de barreirenses, mas ignora-se os problemas que há muito subsistem.

Os barcos que vinham aí? Da parte da tutela, silêncio. Um silêncio ensurdecedor. Um silêncio que muito diz. Em política, os silêncios dizem mais que as palavras. E o silêncio de quem, há uns meses, anunciou que os problemas iriam ser resolvidos e novos barcos chegariam, diz muito. Não por falta de tentativas, não por falta de questões. Nós tentámos. A JP Barreiro tentou.

‎Adivinham-se semanas complicadas. Menos um barco à disposição significará um novo caos nas horas de ponta. Virá novamente a Administração da Soflusa a apelar para que as pessoas evitem a hora de ponta? Continuará o silêncio de quem criou esperança e expectativa a milhares de barreirenses (e não só!)?

Amanhã cá estarei, mais uma vez, no barco. A caminho de Lisboa, pela manhã. De regresso a casa, ao fim da tarde. Só espero é que haja barco desta vez.‎

Hélder Leal Rodrigues
Presidente da JP Barreiro

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