O Terminal de Contentores e o Futuro do BarreiroPor Augusto Coelho
Barreiro
O Barreiro pelo ostracismo que tem sido votado pelas instituições governamentais aos longo dos anos, não apoiando investimentos próprios ou privados, entrou num marasmo, sem saída para a criação de emprego, tão necessário para sua revitalização.

Por Jornal Rostos
A construção do TCB, Terminal de Contentores do Barreiro, se houver investidor para o explorar, é uma inevitabilidade, não vale a pena enumerar novamente todos os inconvenientes que trás à população em geral.
A questão da poluição visual, não sendo a mais importante mas sendo a que mais choca a população que vê a Av. Da Praia como o nosso ex-libris, parece estar resolvida ou parcialmente resolvida, podendo ainda assim ser melhorada, principalmente não aceitando desde já como garantida a construção da 2 fase.
Lisboa, pela acréscimo actual e previsto de trafego no Porto de Lisboa, necessita de ter um novo Terminal de Contentores, a margem norte já não suporte tão pouco os que tem, pelo aumento da pressão turística, urbanística ou rodoviária.
O Barreiro pelo ostracismo que tem sido votado pelas instituições governamentais aos longo dos anos, não apoiando investimentos próprios ou privados, entrou num marasmo, sem saída para a criação de emprego, tão necessário para sua revitalização.
A construção do TCB, muito embora seja objecto de muita contestação, é apoiado ou pelo menos não contestado, quer pela vereação quer pela maioria da população, pela oportunidade que vê, verdadeira ou não, na criação de emprego.
Sendo assim, é chegada a altura de saber que contrapartidas ou exigência pode o Barreiro apresentar para ser recompensado pela efeitos negativos que uma construção destas terá, pelo que vou enumerar algumas;
1- A saída em linha férrea, deverá fazer-se por dentro do parque da Baía do Tejo, interferindo apenas com a circulação automóvel, na estrada da Cuf, recentemente construída, com a construção de uma passagem superior para o transito automóvel.
2- A ligação à linha do Sado deverá fazer-se junto à Estação do Barreiro A. Aqui deverá exigir-se como contrapartida, a alteração de circulação da Rua Miguel Bombarda, refazendo o túnel existente invertendo a circulação, ( a linha férrea inferior e a circulação rodoviária e pedonal ao nível térreo, isto melhoraria a circulação na cidade, e recuperaria o comércio e a habitação nessa zona.
3- A saída rodoviária, fazendo-se como previsto pela Av. Das Nacionalizações e IC21, deverá exigir-se a construção de passagens rodoviárias inferiores nas rotunda existentes, ( Lavradio, Hospital e Vila Chã) cujas já não suportam o actual nível de circulação e inclusive, caso o TCB, não venha, mais tarde ou mais cedo terão de serem construídas.
4- O porto de Lisboa deverá acabar a obra começada na marginal, construindo muralha na caldeira entre a escola Alfredo da Silva e o Clube Naval.
5- A Baía do Tejo deverá garantir a recuperação e das actuais 4 chaminés existentes para que fiquem como memória do passado industrial do Barreiro.
Estas são as condições mínimas que a Câmara deverá exigir, com certeza haverá da parte da população do Barreiro mais contribuições para que não vendamos por poucos “dinheiros” a nossa Aldeia.
Augusto Coelho
Barreiro, 30/11/2018














