Mobilidade: um problema prioritárioTiago Sousa Santos
Barreiro

Por Jornal Rostos
Venho falar-vos de mobilidade. Da capacidade que as pessoas têm ou deveriam ter para deslocar-se de forma eficiente, cómoda e rápida para os seus empregos ou para as aulas, seja por meio de transporte próprio, seja recorrendo aos transportes coletivos existentes.
É factual que todos os dias centenas de milhares de pessoas se deslocam entre os vários concelhos do nosso distrito e, especialmente, entre os nossos concelhos e o distrito de Lisboa. Deslocam-se os jovens e os menos jovens para estudar e para trabalhar do lado de lá do rio, forçados pela fragilidade do mercado de trabalho e pela reduzida oferta de cursos existente do lado de cá.
O problema é que essa mesma mobilidade tem problemas graves no distrito de Setúbal, quer nos movimentos pendulares para Lisboa, quer nos movimentos entre concelhos.
A Soflusa e a Transtejo estão numa situação caótica e as constantes supressões e atrasos nos barcos levam a que dezenas de milhares de pessoas saiam prejudicadas todos os dias nos seus empregos e estabelecimentos de Ensino Superior.
A CP piora o serviço prestado a cada dia que passa, diminuindo cada vez mais os comboios que efetivamente circulam na linha que liga Setúbal, Palmela, Moita e Barreiro, novamente em prejuízo dos utilizadores.
A Carris, no serviço que presta aos habitantes de Almada, transporta-os para Lisboa em viaturas completamente lotadas e em que o conforto da viagem é reduzido ao mínimo.
Não existe também uma verdadeira alternativa de transportes coletivos que faça a conexão entre os concelhos do chamado Arco Ribeirinho Sul, mantendo-se o projeto de alargamento do Metro de Superfície na gaveta há anos e anos sem fim.
Como é óbvio e verificável, esta falta de qualidade nos serviços prestados para transporte de passageiros leva a que as pessoas optem por deslocar-se em viatura própria. Prova disso é o trânsito infernal que se sente nos acessos a Lisboa e mesmo dentro das cidades em horas de ponta.
É urgente pensar um verdadeiro programa de mobilidade para o distrito de Setúbal, que permita uma melhoria clara na oferta de transportes e que possibilite que as pessoas que aqui vivem e que precisam de se deslocar o possam fazer com condições e sem estar constantemente dependentes da existência ou não de barcos, da existência ou não de comboios, da existência ou não de autocarros.
A proposta apresentada e que será implementada pelos municípios da Área Metropolitana de Lisboa é meritória. No entanto conduzirá a um aumento do número de utilizadores dos transportes coletivos numa altura em que estes se encontram claramente fragilizados e sem condições para prestar um serviço de qualidade às populações.
Estaremos cá para avaliar o modelo, mas estaremos acima de tudo cá para apresentar as nossas próprias propostas para a mobilidade no distrito, nos concelhos e nas ligações à capital.
Um exemplo prático do que vamos propor é a necessidade da construção de uma ponte entre o Barreiro e o Seixal. Mas não como afirmou recentemente o edil seixalense. Precisamos de uma ligação que permita a passagem de carros e autocarros e não só um troço para os passeios de domingo, em família, a pé ou de bicicleta.
A mobilidade é um tema central nas preocupações da candidatura que lidero à JSD Distrital de Setúbal e comprometemo-nos a trabalhar para dar o nosso contributo para a solução do problema.
Tiago Sousa Santos
Connosco #SetúbalAvança na Mobilidade!














