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Quotidianos

Gestão com e para as pessoasPor Alexandra Serra
Sesimbra

Inteligência enquanto recurso e sustentabilidade enquanto conceito deveriam ser utilizados nos discursos inflamados de certos presidentes de Câmara.

Uma gestão inteligente deve ser o instrumento para um crescimento sustentável do município,que coloca em primeiro plano as pessoas – elas são o principal ativo.

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Gestão com e para as pessoas Por Alexandra Serra Sesimbra

Por Jornal Rostos

O bem-estar das pessoas e a sua qualidade de vida são as finalidades essenciais desta gestão. A sensibilidade para com a população acarreta um outro nível de preocupações, que são objetivas e concretas, mas não são, muitas vezes, materiais e palpáveis. A atenção dada às políticas sociais é um dos traços distintivos desta gestão.
Inteligência na gestão privada parece, muitas vezes, relacionar-se com conceitos como a otimização de recursos com vista ao aumento de dividendos.

Assim é no universo empresarial mas no domínio dos serviços públicos estamos a falar de gerir da melhor forma possível os impostos dos cidadãos, com vista a uma maior eficiência e eficácia dos serviços prestados.
Gerir com consciência, com equilíbrio, com planeamento o dinheiro que pertence a todos. Esta é a grande responsabilidade gerir bem o bem comum que norteia e empresta sentido a uma gestão pública inteligente.

Maximizar a satisfação de todos perante as decisões tomadas pelos governantes, num esforço reiterado de ouvir e de dar voz às pessoas constitui um pressuposto da gestão inteligente. Esta quer se colaborativa e partilhada que estabeleça e fomente o diálogo com os múltiplos intervenientes de todo o processo, municipal.
As decisões deviam deixar de ser tomadas nas torres de marfim solitárias dos gabinetes para serem construídas com e para as pessoas.
Seria ideal os munícipes de Sesimbra verem ser implementado este modelo de gestão pela autarquia.

Além do esclarecimento dos montantes de investimento. Onde? Quando? Como?
O investimento é anunciado mas ao cidadão comum não chega a informação, em que termos será executado esse investimento.
Vive-se num ambiente de jubilo por parte das noticias produzidas pela Câmara Municipal mas a realidade é bem diferente.
Sesimbra caiu no raking nacional do valor do pescado ocupando o terceiro lugar, há muito disputava o primeiro com Peniche.

No que toca ao volume do pescado ,tabela liderada pelo município , não devemos esquecer que parte deste valor, vem da descarga em lota do peixe capturado por pescadores do arrasto registados noutros portos.
A marginal vê o comercio de portas fechadas. Vive da sazonalidade.
O que dizer dos serviços de proximidade, quando a CDU Sesimbra nega aos sesimbrenses a possibilidade de verem implementado o Espaço do Cidadão nas suas freguesias?

Certamente a população aplaudia um programa integrado de reabilitação e de manutenção de equipamentos e espaços públicos, ao mesmo tempo que vemos implementados alguns investimentos novos.
As famílias sesimbrenses agradeciam uma mudança de paradigma com a redução de impostos, taxas e tarifas, redução da taxa de IMI ou a redução da fatura da água, esta ao contrário do pretendido aumentou.
Em primeiro plano as pessoas – elas são o principal ativo.

Alexandra Serra

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