Uma questão do meu bairro - parte 2Por Humberto Faísca
Barreiro
Fica bem dizer que os projectos devem ser modelados também à vontade do cidadão, mas toma se a decisão à sua revelia e participação, depois se necessário oferece se uns brindes.

Por Jornal Rostos
As pessoas de sete portais não pretendem baixar a bandeira da democracia da participação e da cidadania.
Foi mais ou menos assim, que terminou o texto que anteriormente tinha escrito, não pretendem e não vão baixar. quarta feira passada após a entrega de um abaixo assinado representante de 77% dos adultos moradores no bairro, o presidente da câmara resolveu aceitar o convite para no local falar com os moradores, chegando a dizer que se fosse preciso reverter o projecto que se revertia.
Injustiça, pensei eu, ainda a semana passada escrevi que o executivo geria a cidade como se de uma empresa se tratasse, e afinal o edil quer dialogar, quer que os moradores participem, quer encontrar uma solução aceite maioritariamente por todos.
O dia chegou, apareceram todos, os moradores eram muitos, o executivo trazia uma comitiva de meia dúzia de pessoas, íamos finalmente exercer a decisão Participada a cidadania ia ter lugar.
Levantou se a bandeira da cidadania Participada, reclamada desde sempre pelo PS, mas não, não foi a participação que aconteceu, aconteceu mais do mesmo, aconteceu numa operação de cosmética visando apenas vender o projecto tal e qual como numa gestão empresarial, num lançamento de um artigo enaltecendo ao limite os benefícios do mesmo, as maravilhas do mesmo esquecendo desde logo a participação das pessoas na decisão, oferecendo brindes como nas acções de marketing de forma a convencer as pessoas a adquirirem o artigo principal.
Infelizmente só reclamam, para si, a bandeira da participação, infelizmente só reclamam mas não a praticam, mas lá disfarçam, lá fazem umas operações de cosmética como no orçamento participativo onde fazendo crer que patrocinam a cidadania colocam a enorme quantia de 25 mil euros num orçamento de 55 milhões.
Fica bem dizer que os projectos devem ser modelados também à vontade do cidadão, mas toma se a decisão à sua revelia e participação, depois se necessário oferece se uns brindes.
Alguns moradores de Sete Portais sentiram se vencidos mas nenhum convencido, muitas nem vencidos nem convencidos
A participação essa foi mais uma vez esquecida, mais uma vez ignorada.
Humberto Faísca














