Saltar para o conteúdo
Quotidianos

SÁ CARNEIRO… E O VENTO!Por Hugo Cruz
Barreiro

Nasci no ano em que Sá Carneiro morreu. A sua história e o seu legado político foi-me chegando e sendo transmitido pelas mais diversas formas. Desde muito novo que desenvolvi uma consciência crítica e política, pelas minhas pesquisas e descobertas, pelo meu interesse pelo bem-comum, pela sociedade, pela liberdade (individual e colectiva), pela democracia, pela meritocracia.

3 min de leitura
SÁ CARNEIRO… E O VENTO! Por Hugo Cruz Barreiro

Por Jornal Rostos

E o facto da sua “presença” persistir ao longo de todos estes anos apenas poderá significar o quão carismático e inspirador foi para os que o rodeavam, e para os que o admiravam, e também para os que o odiavam, sendo que existem inclusive diversos relatos destes últimos, e de foguetes lançados com a notícia da sua morte (fascistas e social-fascistas).

Sá Carneiro nunca gerará indiferença, mas antes sentimentos fortes. Persiste e persistirá na memória coletiva do PSD (sim, do PSD, pois sempre foi essa a sigla pretendida por Sá Carneiro e demais fundadores na criação do Partido, a qual não foi possível logo na fundação por já existir um outro partido criado/em criação que usava a denominação social-democrata, e que desapareceu passados poucos meses, no que foi o fervilhar pós-25 de Abril) e de todos os portugueses, precisamente por não ser “carneiro” (só mesmo de nome!) nem “cata-vento” (ele era o vento!). Personalidade forte, sem fazer concessões fundamentais e críticas que colocassem em causa as suas mais fortes convicções. Não era um ”sobrevivente político”. Tinha profissão e era bem sucedido na mesma. Não andava ao sabor do vento, ou de “focus-group”. Não tinha a flexibilidade das palmeiras. Não aguardava sondagens para dar opiniões. Era inteligente, corajoso e carismático. Defensor da liberdade (individual e colectiva) e da democracia (nem fascistas nem social-fascistas). Na verdade, não poderia ser mais diferente do padrão político maioritário que hoje podemos observar nos mais diversos quadrantes.

Olho para a fotografia autografada pelo próprio Sá Carneiro que me foi oferecida pelo meu irmão (só ele, para descobrir estas coisas!)… com um misto de nostalgia e raiva…

40 anos sobre a sua morte (sobre o seu assassinato!), não deixa de ser curioso (e também deprimente…) que Sá Carneiro continue a ser aproveitado por certos “cata-ventos”, que dizem ter sido muito conhecedores, próximos e inspirados pelo próprio, mas que em pouco ou nada praticam ou seguem os seus passos e o seu legado… Talvez pelo receio do seu triste e chocante fim, quem sabe… mas que mobilizam e convencem muitos “carneiros” evocando-o...
Quanta falta fazes… vento…

Hugo Cruz
Militante do PSD

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção