Podemos e devemos pensar o BarreiroPor Luís Batista
Pensar o Barreiro deveria ser um objectivo comum, deveria fazer parte de um discurso inadiável e que fosse inadiável todos os dias.
Pensar o Barreiro faz, obrigatoriamente, parte de uma acção que não existe, faz parte do diálogo.

Por Jornal Rostos
Pensar o Barreiro deveria ser uma responsabilidade que, como munícipes, o deveríamos exigir face aos novos paradigmas da sociedade, da economia, da globalização e do planeta.
Urge uma nova atitude, uma nova mentalidade.
É imperativo que se olhe o Barreiro com um objectivo bem definido.
O Mundo mudou, debater o Barreiro de hoje como uma cidade do futuro é debater o caminho para um "Barreiro sustentável".
É importante que o Barreiro discuta com honestidade um novo modelo para o tecido urbano, para uma nova cidade e para os desafios que dai decorrem.
Antes de se afirmar que temos de atrair pessoas, que temos de atrair habitantes e atrair investimento, é necessário repensar o modelo que queremos para a cidade. É imprescindível fazer a diferença em áreas como a educação, saúde, estilo de vida, habitação, saneamento ou mobilidade por exemplo.
Os impactos da falta mobilidade intermunicipal tem sido um problema que não conseguimos ultrapassar e que nos tem condicionado fortemente dentro da área metropolitana de Lisboa.
Discutir uma nova cidade também é pensar as estratégias de combate à pobreza que tanto tem assolado este concelho. É um caminho que temos de dar continuidade e que em momento algum pode ser ultrapassado por convicções ou ideologias.
O atual Barreiro está vazio de diálogo, falta uma política honesta, directa e participada que questione e exija respostas.
Existem novos desafios a nível mundial que não devemos desprezar e que deveriam fazer parte de um discurso de mudança. Deveríamos ambicionar uma cidade sustentável, promover a discussão para uma economia verde que aproveitasse a eficiência no uso das energias da água, do sol ou dos resíduos por exemplo.
Ao invés trilhamos teimosamente o caminho da especulação imobiliária e do crescimento do betão.
Falta ambição e faltam novas atitudes. Faz falta um Barreiro que se apresente como uma alternativa moderna e atractiva e ao mesmo tempo sustentável e diferenciador.
Um Barreiro destes não se pensa nem se executa em quatro anos, muito menos quando esses quatro anos têm tido como principal e única estratégia a promoção pessoal e a preparação da tão necessitada reeleição.
É urgente que se pense a cidade. Honestamente!!!
Luís Batista














