Fragilidades das actuais democraciasPor Emanuel Gois
Barreiro

Por Jornal Rostos
Trata-se de uma análise lógica face aos acontecimentos recentes, mais não sendo que um diagnóstico dum fenómeno a juzante.
Ora, se esta preocupação parece evidente e, justificada, não será que a compreensão destes ressurgimentos extremistas nos países de consolidado regime democrático, não deverá, antes, ser encontrada a montante?
Será que as suas causas não estarão, com efeito, nas inconstâncias e fragilidades das actuais democracias, resultantes da depauperação das instituições, dos comportamentos inqualificáveis e indignos de alguns dos seus governantes, no falhanço do sistema, nos compadrios, na corrupção, que vêm minando os alicerces dos princípios nobres que são inerentes a uma verdadeira democracia?
Não serão estas constatações e exemplos, suficientemente desanimadores para impedir a aglutinação das ainda “ boas vontades ” existentes nas nossas sociedades com o objectivo marcante da defesa de uma sólida e duradoura liberdade e paz social?
Não se trata de uma afirmação. Apenas questiono














