Vasco nas Celebrações de Abril- neste Sul do Tejo
Por Valdemar Santos
Setúbal

Por Jornal Rostos
No domingo, 9 de Maio, a Voz do Operário, no topo de Lisboa, acolheu a evocação do Centenário de Vasco Gonçalves promovida pela Associação Conquistas da Revolução, que dele, Vasco, faz a referência maior. Transbordante que foi, a ela voltaremos, sendo que o transbordo figurativo, pelo seu conteúdo político e cultural, vai de par com a nossa garantia que cumpriu os condicionamentos a que pandemia nos obriga. Mais longe, então, ou seja, por ora, não vamos: no topo também do Salão da Voz na Graça, no cimo da porta em arco, lá está, vamos para séculos (assegurem-se os incrédulos), a consigna: “TRABALHADORES UNI-VOS”, e o 9 de Maio comemora, há decénios, a derrota do nazi-fascismo aos pés do Exército Vermelho.
Vamos assinalar um conjunto de iniciativas, quer de caracter presencial, quer pela via das redes sociais, em que a ACR marcou presença nas Comemorações do 47º Aniversário do 25 de Abril, tal como há anos vinha acontecendo a sul do Tejo, num rastreio ainda (este ainda é promissor, estamos em balanço) assumidamente parco.
É de salientar a 23 de Abril, uma vez mais, o tradicional Plenário de Trabalhadores da Lisnave/Mitrena, ex-Setenave, em Setúbal, no qual Francisco Redondo, membro da Comissão de Trabalhadores, leu a Mensagem da ACR; leitura que igualmente teve lugar através da Rádio da Quinta do Conde pelo Presidente da Junta de Freguesia, Vítor Antunes em directo visual; na Baixa da Banheira na manhã do 2 de Maio, numa acção que no Parque José Afonso a URAP levou a cabo, tomando a palavra Diamantino Patarata. Na Moita, na noite de 4 de Maio, na confraternização de trinta democratas, coube a Teresa Lésico a leitura, enquanto a 8 o Grupo Maravilhas do Vale da Amoreira também se juntou com o rosto de Vasco Gonçalves ao peito, em contactos com a população.
A 24 e 25 de Abril, a União de Freguesias de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas não prescindiu de voltar aos actos públicos, convidando a Associação, o que se verificou na Escola Secundária de Cacilhas e na Praça São João Baptista, pela voz do Capitão-Tenente Manuel Carvalho e do Cabo José Boto, Militares de Abril, perante centenas de participantes.
Lá tem que Abril dar em Maio: os muitos milhares que vieram (a Sul) e foram (no 1º de Maio, em Lisboa – do Barreiro, foi a enchente) à rua, garantem que neste Centenário daquele que foi o Companheiro Vasco, Primeiro-Ministro dos Trabalhadores e do Povo, do Povo-MFA, há futuro. Até porque aqui não fazemos a súmula do País.
Valdemar Santos














