Psicologia - Notas ReflexivasPSICOSE E O DELÍRIO - PARTE II
Notas Reflexivas (Prosa Poética)
Por Rui Grilo
Barreiro
O receio dos outros, o medo de si...
A loucura apodera-se, entranha-se, um grito interior emerge...
Um desejo interminável que a dor acabe…
O projectar patológico, a culpa...
A amargura asfixiante…

Por Jornal Rostos
A pessoa psicótica projecta toda a sua vivência patológica para a realidade exterior, resultante de relações estabelecidas anteriormente insuficientes, do ponto de vista do afecto e das emoções.
Essa projecção maciça não tem a capacidade de as transformar, apenas de as destruir e de potenciar o sofrimento e a culpabilidade.
À semelhança de um quadro, o psicótico através do delírio cria, mas não transforma.
Com a criatividade pretende-se que surja algo de novo, todavia, o psicótico não transforma porque, utiliza a sua criatividade sempre assente na mesma relação objectal insuficiente.
Cria com base no desespero de uma relação desorganizada, projectando recorrentemente sobre a temática da dor, envolta em brutalidade e numa violência interna esmagadora.
Como outrora um paciente me presenteou com uma pintura denominada “ No fio da navalha”, também a pessoa psicotizante está em constante desequilíbrio mental, emocional e afectivo...
O evitar cair no abismo parece ser uma luta diária interminável, que leva a inúmeros comportamentos de rejeição, apatia e agressividade.
O estar preponderantemente a clivar e a distorcer a realidade, provoca uma ruptura ao nível dos afectos e a uma paralisia das emoções...
Um bem haja...
Rui Grilo














