Psicologia - Notas ReflexivasA DÁDIVA DA RECIPROCIDADE FAMILIAR
(Pais e filhos)
Por Rui Grilo
Barreiro
Breves momentos em que temos a possibilidade de dizer:
- Gosto muito de ti pai...
- Gosto muito de ti mãe...

Por Jornal Rostos
E num ápice...num abrir e fechar de olhos...olhamos para os nossos pais... outrora pessoas ativas e dinâmicas...hoje pessoas dependentes de afeto, atenção e amor...
Os bons pais não são mensuráveis pelas conquistas dos seus filhos, mas pelo carácter e valores que lhes transmitiram...
Valores esses, preponderantes na construção do nosso self... na construção de quem nós somos enquanto adultos... na forma como nos relacionamos com o outro...na forma como olhamos e interpretamos o outro... na forma como sentimos as coisas...
A empatia é aqui um conceito a ser experiênciado, através da capacidade de nos colocarmos na pele dos nossos pais...
Sermos empáticos perante a fragilidade, a incapacidade, a baixa valorização das capacidades e opiniões...a necessidade constante de validação e de reforço das vivências e conquistas ao longo de uma vida...
Nada é mais valorizado que a presença de um filho...
Aquele que cuida porque já foi cuidado...
Aquele que escuta porque ja foi escutado...
Aquele que ampara, porque foi tantas e tantas vezes amparado sem nada lhe ter sido exigido...
E hoje, a nossa responsabilidade não é funcional...mas emocional...porque é de emoções que falamos...da DÁDIVA EMOCIONAL que nos acerca sem termos percebido a sua existência...
Mas a semente foi lá colocada...por eles... os nossos pais...
A reciprocidade, leva a nossa consciência para um patamar único da evolução do ser humano... sentir que o nosso posicionamento emocional é aquele para o qual fomos induzidos...que passa por estarmos atentos ao outro e ás suas necessidades...o cuidar...
Este é o nosso propósito... cuidar...
Um bem haja.
Rui Grilo














