Saltar para o conteúdo
Quotidianos

ALERTA BARREIRO XXI [II]Uma cidade é como um organismo vivo
Por Armando Sousa Teixeira

1.Uma cidade é como um organismo vivo, para se manter saudável, vigorosa e inclusiva não pode viver apenas de “gorduras” ou de “verduras” (e uns “rebuçados” de vez em quando…).

3 min de leitura
ALERTA BARREIRO XXI [II] Uma cidade é como um organismo vivo Por Armando Sousa Teixeira

Por Jornal Rostos

O seu pulsar, o seu desenvolvimento harmonioso e equânime obriga a cuidar de todas as partes constitutivas, exige uma visão integrada das grandes questões do presente e uma estratégia sustentável para o futuro.

2.O Barreiro contemporâneo dos séculos XVII e XVIII, teve na pesca oceânica e fluvial a grande força motora (também com uma proto-indústria significativa).
O Barreiro do século XIX teve no Caminho-de-Ferro o seu paradigma principal com o concomitante desenvolvimento da interface ferro-fluvial (significativa também a indústria corticeira).
No século XX foi paradigmático o crescimento industrial capitalista, com os milhares de postos de trabalho da imigração massiva (e a tremenda agressão ambiental).
Quais serão as melhores estratégias para o século XXI?

3. No 21º ano da centúria a “navegação à vista” e as intervenções pontuais parecem ser as principais características do executivo camarário eleito há quatro anos.” Enchem o olho” mas não satisfazem as preocupações inteligidas em relação ao futuro.
Será bom caminho a terciarização com a multiplicação de grandes e médias superfícies comerciais (seis!) que se digladiam numa economia regional enfraquecida? (Com a destruição do comércio tradicional).
Ou será atalho conveniente a especulação imobiliária em áreas que comprometem a paisagem e a fruição de espaços histórico-naturais? (Quinta Braancamp).
Ou será avisado ir pela senda da assumpção de projectos megalómanos que comprometem o equilíbrio ambiental e o bem-estar civilizacional? (Porto de Contentores de Lisboa no Barreiro ou a Ponte do Barreiro para o famigerado Aeroporto do Montijo).
Não existem respostas unívocas para todas as interrogações, mas existe a possibilidade de definir, com a participação da população, estratégias, panos e programas, para o presente e para o futuro da cidade, ordenando o seu território, desenvolvendo as suas potencialidades, cuidando de um porvir sustentável.

4. Quando se aproxima o acto eleitoral para as Autarquias em 26 de Setembro, seria bom que os barreirenses alertados conhecem-se de forma simples e clara, sem demagogia ou embustes, o que propõem as forças concorrentes nos campos: económico, produtivo, empresarial, urbanístico, habitacional, cultural, social, ecológico-ambiental, histórico-patrimonial, desportivo, saúde, educação, solidariedade e gerontológico.
Só uma visão integrada e estratégica permitirá definir as forças motoras e porfiar no(s) paradigma(s) para o século XXI no Barreiro. Vale a pena voltar a estes assuntos.

Barreiro, 1/9/2021
Armando Sousa Teixeira

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção