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Quotidianos

Psicologia - Notas ReflexivasPSICOLOGIA E A DIABETES - PROCESSO DAS RODAS DENTADAS
(A propósito da intervenção com crianças com DMT1)
Por Rui Grilo
Barreiro

O processo de “Rodas Dentadas”, permite uma interação constante no que diz respeito ao desenvolvimento Biopsicossocial da criança com DM1.

Assim sendo, considera-se a FAMILÍA como a base de suporte para as crianças, na medida em que a mesma tem um papel preponderante ao nível da promoção de competências de autocuidados na criança.

3 min de leitura
Psicologia - Notas Reflexivas PSICOLOGIA E A DIABETES - PROCESSO DAS RODAS DENTADAS (A propósito da intervenção com crianças com DMT1) Por Rui Grilo Barreiro

Por Jornal Rostos

Contudo, também a família carece de cuidados, uma vez que todo este processo de aparecimento desta patologia, altera inevitavelmente as rotinas e os padrões familiares, culminando muitas das vezes em processos de angústia e de sofrimento extremo. Chamamos a isso o adoecer da família.
Neste contexto, surge a necessidade de se desenvolver grupos de ajuda mútua devidamente mediados por psicologos/terapeutas.

No que diz respeito à componente EDUCACIONAL, o objetivo passa pela normalização do contexto socio educativo e pela preparação de pessoal especializado no apoio às crianças nas escolas. Torna-se relevante, um trabalho eficaz nas escolas ao nível do desenvolvimento formações e ações de sensibilização para a temática, nomeadamente para o pessoal docente e auxiliares de ação educativa.
No fundo, são estas pessoas que ocupam a sua maior parte do tempo com as crianças, sendo que deverão estar capacitados para supervisionar e intervir caso seja necessário. Todas as metodologias e procedimentos deverão estar interiorizados bem como toda a componente teórica, uma vez que qualquer erro pode ser extremamente prejudicial para a saúde das crianças... um bom ambiente educativo promove uma maior estabilidade emocional, e consequentemente um maior controlo dos niveis de glicémia.

A SAÚDE tem um papel extremamente relevante nos cuidados das crianças, ao nível do controlo e Tratamento da diabetes. Por um lado, devemos supervisionar recorrentemente os níveis de glicémia e ajustar as quantidades de insulina a administrar nas diferentes fase do desenvolvimento das crianças, nunca descurando o facto que cada criança é uma criança, devendo o seu controlo e tratamento estar ajustada a ela pela equipa médica e de enfermagem. Privilegia-se, tal como referido em todo o texto, a prevenção e a intervenção ao nível da psicologia e saúde mental, quer do ponto de vista individual na criança e/ ou família, quer em termos de dinâmica de grupo. Por outro lado, terá de ser incluído as questões de nutrição, sendo que a alimentação cuidada tem um papel preponderante ao nível do adequado controlo da diabetes. Finalmente, o exercício físico, deverá ser potenciando na criança a prática do desporto.

Do ponto de vista SOCIAL, é importante que exista um papel ativo ao nível da integração e inclusão das nossas crianças. Neste ponto, pretende-se também combater as ideias pré concebidas e o estigma que circunda a patologia. Uma ajustada compreensão da temática, permitem uma maior inclusão das crianças na sociedade.

Em última instância, a CRIANÇA está no centro destas rodas dentadas com a devida engrenagem, promovendo-se assim uma maior saúde mental.

Um bem haja...
Rui Grilo

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