AS ELEIÇÕES NO BARREIROPor André Carapinha
Barreiro

Por Jornal Rostos
No domingo passado os barreirenses elegeram os seus representantes. A lista à qual eu pertenci, a da CDU, foi derrotada, e a vontade dos barreirenses foi inequívoca. Como continuo absolutamente convicto da justeza desta minha posição, iremos agora analisar por que a nossa mensagem falhou e as razões pelas quais o nosso projecto para cidade foi derrotado pelo outro.
No entanto, o que quero mesmo dizer com este texto, é que a democracia, tal como eu a entendo, se faz todos os dias, é uma prática e não um ritual. Todos os dias, a democracia significa termos presente que temos voz, que temos direitos, que temos poder, que nos podemos defender através da nossa união. A democracia são as liberdades que conquistámos para nós contra os desmandos dos que tudo podem.
Enganam-se os que pensam que a democracia no Barreiro se apaga com maiorias absolutas. Nunca foi assim nesta cidade e nunca será. Como sabem muito bem os que agora se preparam para cavalgar a sua onda eleitoral. Eles sabem que em tempos politicamente diferentes, ninguém calou nunca a voz de ninguém no Barreiro, mesmo que o tentasse. E também não vai acontecer desta vez.
Enganam-se ainda mais os que pensam que a maioria absoluta os legitima para ir contra a lei, contra decisões dos tribunais, contra pareceres de agências governamentais. Enganam-se os que pensam que a maioria absoluta é o poder absoluto.
A luta continua. E continua todos os dias.
Muita força a todos os que lutaram nestas eleições pelo que eu acho que é justo e necessário para esta terra que é a minha e que eu amo. Lá estaremos de novo, sempre que for necessário. Muita e ainda mais força por todos os que lutamos, todos os dias, pelo que é justo e necessário.
Com aquele amor pela nossa terra que só os barreirenses compreendem.
André Carapinha














