Um orçamento de sonho ...ou talvez nãoPor Humberto Faísca
Barreiro

Por Jornal Rostos
Ora, um orçamento deve mostrar também o caminho que foi prometido durante a campanha eleitoral e ser-lhe fiel, tanto nos números como nas decisões que darão substância às promessas eleitorais.
O orçamento para 2022, apresentado recentemente pela autarquia, é o orçamento da abertura de novas rubricas e, para além dessas rubricas não indicarem estratégia alguma nem caminhos a seguir, revela ser apenas um mero orçamento de gestão.
O executivo PS diz que abrir rúbricas é estratégia! De facto abrir dezenas de rubricas novas sinaliza a intenção de realizar uma série de coisas, mas não mais que isso. É um orçamento de – em gíria popular – “contar com o ovo no cu da galinha”.
Abrir dezenas de rúbricas que não estão cabimentadas e que estão sujeitas a poder ou não obter fundos comunitários ou fundos via PRR, é apenas um conjunto de intenções, intenções cada vez mais comprometidas, agora, com a intenção de reduzir quase para metade os fundos do Portugal 2030 a aplicar aos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, não sabendo ainda qual a verba que consegue aplicar às rubricas vindas do saldo de gerência.
Na realidade o que está escrito de forma clara pelo executivo PS neste orçamento é que haverá um desinvestimento no ambiente, mobilidade, cultura, acessibilidades, acção social, segurança e cidadania, entre outros, no âmbito dos diversos objetivos estabelecidos para as grandes opções do plano.
É um orçamento que mantem uma taxa de IMI de 0,38 contrariando o discurso do “queremos atrair e manter mais famílias jovens no concelho.”
É um orçamento que contraria, de forma abrupta, o discurso eleitoral do querer ser mais competitivo que os concelhos vizinhos e atrair mais empresas. Este orçamento, que devia dar esse sinal positivo aos investidores, faz exatamente o contrário, mantendo a taxa da Derrama sobre os lucros tributáveis em 1.40, não estimulando a dinâmica dos empresários locais já em atividade, nem daqueles que se pretende atrair.
Resta saber qual a assertividade por parte deste executivo nas ações que serão tomadas junto do governo central no que respeita aos fundos comunitários do Portugal 2030 para a Área Metropolitana de Lisboa.
É o barreiro a crescer …nos outdoors
Humberto Faisca
Escrevo este texto em nome próprio
Barreirense














