Dia 1 de maio dia do trabalhadorPor Humberto Faísca
Barreiro
Em pleno ano de 2022 continuam milhares de trabalhadores portugueses que apesar de terem emprego e trabalharem 8/10 horas por dia ou mais a ser pobres e a não conseguirem viver dignamente, nada mais injusto que ter trabalho e continuar pobre.

Por Jornal Rostos
Numa altura em que já se sabe os caminhos do orçamento de estado que prevê diminuir o défice do estado mas que simultaneamente aumenta o défice estrutural das famílias, que prevê uma inflação de 4% com tendência galopante e um aumento salarial para os funcionários públicos de 0.9, que não aponta em lado algum a diminuição do fosso entre os rendimentos mais altos e os médios bem pelo contrário, que após uma saída de uma pandemia e todo o mal provocado nas micro pequenas e médias empresas volta a não indicar caminhos para o aumento da produção nacional nem para a diminuição da dependência externa de bens essenciais, provocando que as micro pequenas e médias empresas continuem expostas ao abismal aumento dos custos de produção e da matéria prima.
Em pleno ano de 2022 continuam milhares de trabalhadores portugueses que apesar de terem emprego e trabalharem 8/10 horas por dia ou mais a ser pobres e a não conseguirem viver dignamente, nada mais injusto que ter trabalho e continuar pobre.
Em pleno ano de 2022 existem mais de 100 mil empresas a pagar salários mínimos aos seus trabalhadores, entre elas, empresas que geram centenas de milhões de lucro e que mesmo assim receberam o prémio/subsidio do governo de patrocínio à precariedade.
Por estes e por outros motivos é cada vez mais importante comemorar o 1 de maio mas também transformar esse dia num dia de luta .
Não podemos aceitar que um governo socialista continue a considerar que o não aumento dos salários combate a subida da inflação, mais uma vez os mesmos a pagarem a crise, sem ir de facto às soluções estruturais necessárias .
Que o dia 1 de maio seja de luta e feliz dia às nossas e todas as mães.
Humberto faísca
Barreirense














