Para quê a Filosofia?Por Íris Medeiros
Barreiro
O tempo já está extinto o tempo inteiro. Morre antes de nascer. O tempo não te dá escolha; passa. A autêntica ampulheta que não espera o teu fim para a indiferença. Não há fim no caminho, e não há caminho para o fim. A alma berra e chora, mas sai silêncio.

Por Jornal Rostos
Construímos o mundo ou somos constituídos por ele? Não há volta na palavra término. E tudo é infindável. Se não existe amor ao saber, para onde vamos? O que vamos ser? Somos um regresso de uma projeção?
Incógnita. É o amanhã escrito em uma palavra nova. Por mais conhecimento que se tenha sobre algo, nunca se sabe de nada. É ignorância ou desgosto? Provavelmente, o recomeço da nova perspectiva do oposto.
Ninguém conhece o seu próprio fim. E é por isso que “filosofar” não se limita a saber o que já se sabe. Ou o que já se perdeu. Se não existisse filosofia será que nos perguntaríamos qual o sentido que damos à vida? Existe concretamente uma vida?
A filosofia é o posicionamento pragmático de uma vida camaleónica em constante mutação. Dois lados da moeda que lutam entre si, e nunca se encontram em consenso. E é exatamente aí que se vive em completa procura. Livre-arbítrio ou escravidão romantizada em palavras que não lês? O mundo já está gerado antes de viveres. Se não existisse filosofia, seríamos seres humanos dizimados pela própria vida?
A filosofia faz-te perguntar se realmente vives como és, ou se estás preso no que pensas que não és; em espiral.
A aceitação do não saber não cabe em mentes cheias de tetos que já caíram. A audição seletiva daqueles que dizem ouvir, instaura a surdez contínua mundial. Ninguém sabe tudo, nem tudo aquilo que não sabe não saber. Somos propícios ao desentender; é difícil ser congruente. Corrompem-te até não teres voz para os combateres. O mundo mente quando decide não mentir. E é aí que a filosofia te entra no ouvido.
Íris Medeiros
10º ano>
Escola Secundária de Casquilhos














