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Quotidianos

A parangona vestida de mentira resultou uma vez e usam-na sempre que o problema acontece.Por Humberto Faísca
Barreiro

Acordámos todos com a notícia de um problema real na Escola Básica da Telha Nova 1.
O refeitório teve de ser encerrado, devido a um problema de saúde pública causado por excrementos de ratos.

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A parangona vestida de mentira resultou uma vez e usam-na sempre que o problema acontece. Por Humberto Faísca Barreiro

Por Jornal Rostos

Depressa e bem a discussão dos pais e encarregados de educação passou do problema ocasional para os problemas estruturantes da escola, a discussão chegou à Reunião Pública de Câmara de 7 de dezembro, onde, mais uma vez, o recurso à frase feita sobre o passado, mesmo que de verdade nada tenha, serviu para justificar tudo.

Da solução dos problemas estruturais da escola, entre os quais terminar com os turnos duplos, situação ainda não corrigida nem prevista, mas injusta para essas crianças, ou a requalificação do espaço físico da escola pouco ou nada se ouviu por parte do executivo com pelouro. Chegou a transformar-se numa discussão sobre o facto de, no passado, haver poucos livros na biblioteca, quando foi este passado pioneiro por desenvolver uma rede de bibliotecas escolares.
Mas que passado é esse?

Estaremos a falar do passado recente que construiu as Escolas Básicas da Penalva e Rita Seixas, que ampliou e as escolas dos Fidalguinhos e Palhais e iniciou as obras da Manuela da Fonseca? Ou estamos a falar do passado recente que abriu cerca de mais 20 salas para o pré-escolar? Ou daquele que fez com que fosse possível todas as escolas possuírem refeitório e cozinha? Ou aquele que conseguiu que todas as escolas do 1º ciclo tivessem uma biblioteca ou kit biblioteca, sendo na altura o primeiro concelho da AML a conseguir tal facto? Já agora, e depois disso que escola foi construída na nossa terra ou quais estão previstas serem requalificadas?

Também se voltou a ouvir a já gasta frase sobre o passado agora, aquando das chuvadas, como se a capacidade que o Barreiro teve de resistir positivamente às chuvadas fosse unicamente resultado das intervenções atuais, esquecendo, e até mesmo promovendo o esquecimento do que no passado recente foi feito para combater esse problema.

Ao contrário de outros não menosprezo as intervenções no saneamento em alguns locais da cidade feitas agora nestes 5 anos, mas não posso esquecer que muito contribuíram as intervenções feitas na Avenida da Praia, da Rua Miguel Pais e da Rua Almirante Reis, da Av. dos Fuzileiros Navais, a reabilitação no largo das obras em parceria, o reforço e substituição de dezenas de quilómetros da rede de águas residuais e pluviais ou a construção de novas estações elevatórias por esse concelho fora.
Já agora fica a pergunta, há quanto tempo não existem cheias graves no Barreiro?

Humberto Faísca
Barreirense

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